Aparecida de Goiânia recupera nota fiscal estratégica após quitar mais de R$ 300 milhões em dívidas

Capag é considerado um dos principais termômetros da saúde financeira das prefeituras

Pedro Pedro Ribeiro -
Aparecida de Goiânia recupera nota fiscal estratégica após quitar mais de R$ 300 milhões em dívidas
Classificação permite ao município voltar a buscar recursos nacionais e internacionais para obras e investimentos. (Foto: Divulgação/Rodrigo Estrela/Prefeitura de Aparecida)

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia voltou a obter a nota Capag (Capacidade de Pagamento), classificação concedida pela Secretaria do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal de estados e municípios.

Com base nos dados financeiros de 2025, primeiro ano da gestão do prefeito Leandro Vilela (MDB), o município recebeu nota B, a segunda melhor da escala utilizada pelo governo federal.

O resultado marca o retorno da cidade ao sistema de classificação após um período sem nota Capag. Nos últimos anos da gestão anterior, Aparecida deixou de receber a avaliação devido a inconsistências nos demonstrativos contábeis e fiscais enviados aos órgãos federais, situação que impedia o Tesouro Nacional de calcular o indicador.

Na prática, a classificação permite que Aparecida volte a buscar financiamentos nacionais e internacionais com aval da União, condição considerada estratégica para a realização de obras de grande porte.

A nota Capag funciona como uma espécie de “termômetro” financeiro da administração pública, avaliando a capacidade do ente público de honrar compromissos e assumir novas operações de crédito.

Segundo a Administração Municipal, a recuperação da classificação ocorreu após uma série de medidas voltadas ao reequilíbrio das contas públicas.

Entre elas estão o pagamento de parte dos débitos acumulados, revisão de contratos, redução de cargos comissionados e controle das despesas com pessoal.

A gestão afirma ter quitado mais de R$ 300 milhões em obrigações herdadas, dentro de um passivo estimado em cerca de R$ 500 milhões.

Outro fator que contribuiu para a classificação foi o comprometimento das despesas com pessoal, que ficou em 43,97%, índice enquadrado na chamada “zona verde” dos critérios avaliados pelo Tesouro Nacional.

Com a nota B, Aparecida volta a reunir condições para acessar financiamentos junto a instituições nacionais e internacionais.

Entre os projetos previstos está uma operação de crédito junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), ligado aos países do Brics, destinada ao financiamento de obras de infraestrutura urbana, educação e mobilidade.

A expectativa da Administração Municipal é avançar nos próximos anos para alcançar a nota A, a classificação mais alta do sistema.

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Pedro

Pedro Ribeiro

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás. Colabora com o Portal 6 desde 2022, atuando principalmente nas editorias de Comportamento, Utilidade Pública e temas que dialogam diretamente com o cotidiano da população.

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