Advogado explica: como fica a situação de quem trabalha de segunda a sexta com o fim da escala 6×1
Mudança ainda depende do Senado, mas já acende dúvidas sobre escalas, folgas e salário de trabalhadores em diferentes regimes

A discussão sobre o fim da escala 6×1 reacendeu uma dúvida que não envolve apenas trabalhadores que estão inseridos nessa dinâmica. Muitos que já cumprem expediente de segunda a sexta também passaram a questionar se a rotina seria alterada.
A resposta, no entanto, exige atenção a um detalhe importante: a diferença entre quantidade de dias trabalhados e carga horária semanal.
O que está em debate
A proposta aprovada na Câmara dos Deputados prevê o fim da escala com apenas um dia de descanso semanal e estabelece a jornada máxima de 40 horas por semana, com dois dias de repouso remunerado.
O texto ainda precisa passar pelo Senado para entrar em vigor. Por isso, as regras atuais continuam valendo, com limite constitucional de até oito horas diárias e 44 horas semanais e, após o período de transição, chegaria ao limite de 40 horas, sem redução salarial.
E quem trabalha de segunda a sexta?
Segundo o advogado trabalhista Reinaldo Cardoso, para quem já atua no modelo 5×2, a principal mudança não estaria, necessariamente, nos dias de expediente, mas sim, provavelmente, em quantas horas serão trabalhadas na semana.
Hoje, há trabalhadores que cumprem 44 horas distribuídas de segunda a sexta, o que resulta em jornadas diárias mais longas para compensar o sábado. Nesses casos, se a proposta virar regra, a empresa teria de ajustar os horários ao novo limite semanal.
Na prática, isso poderia significar entradas mais tarde, saídas mais cedo ou outra reorganização da jornada, conforme a legislação e a negociação coletiva.
Já quem trabalha de segunda a sexta e soma até 40 horas semanais tende a sentir menos impacto. Para esse grupo, a proposta não prevê uma nova redução proporcional da jornada.
Confira no vídeo abaixo a fala de Reinaldo:
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