Filho confessa ter matado motorista da Polícia Civil em Goiânia para ficar com caminhonete do pai
Em depoimento à Polícia Civil, suspeito admitiu ter planejado o crime, alugado uma arma e atirado após discussão sobre Hilux avaliada em cerca de R$ 90 mil

O assassinato do motorista da Polícia Civil João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (16), após o filho da vítima confessar detalhadamente como matou o próprio pai em Goiânia.
Flávio Lourenço de Oliveira, preso durante as investigações, afirmou à Polícia Civil (PC) que o crime foi motivado por interesses financeiros e pelo desejo de ficar com uma caminhonete Toyota Hilux pertencente ao pai.
Segundo o depoimento, ele procurou João no último sábado (13) sob o pretexto de buscar um colchão para a filha e receber um empréstimo de R$ 3 mil via Pix.
No entanto, revelou aos investigadores que já havia ido ao encontro da vítima com a intenção de cometer o crime caso não conseguisse obter a caminhonete.
De acordo com a confissão, Flávio alugou um revólver calibre .38 por R$ 200 antes de ir até a residência do pai.
“Eu fui para lá para conversar com ele, mas com as segundas intenções”, declarou.
O suspeito relatou que, após uma discussão sobre o veículo, perdeu o controle.
“Em relação da caminhonete nós tivemos um atrito que ele não quis ceder de jeito nenhum. E nesse atrito ele sentou um pouco revoltado e eu sem pensar tirei a arma e atirei na cabeça dele, do meu pai”, afirmou.
Ver essa foto no Instagram
Corpo foi colocado na caminhonete
Ainda segundo o depoimento, após o disparo, ele enrolou o corpo em lençóis, toalhas e tapetes antes de colocá-lo na carroceria da própria caminhonete da vítima.
“Arrastei ele até na caminhonete que tava lá dentro. Abaixei a carroceria”, contou.
Depois disso, o suspeito disse que limpou o local, pegou cartões bancários, notebook e outros pertences do pai.
Em seguida, encontrou um comparsa e seguiu para uma região próxima à GO-020, onde abandonou o corpo.
As investigações apontam que a intenção era vender a Hilux, avaliada em aproximadamente R$ 90 mil, por um valor menor e dividir o dinheiro obtido.
O delegado João Paulo Mendes já havia informado que o crime foi premeditado e teve motivação patrimonial.
Seis pessoas foram presas
Além de Flávio, outras cinco pessoas acabaram presas por suspeita de participação no caso.
Conforme a Polícia Civil, um dos investigados teria fornecido a arma utilizada no homicídio. Outros suspeitos são investigados por envolvimento na negociação da caminhonete e por supostamente auxiliarem integrantes do grupo após o crime.
As circunstâncias da participação de cada um seguem sendo apuradas.
“Momento de ganância”
Ao final do depoimento, Flávio demonstrou arrependimento e classificou a própria atitude como um ato impulsivo motivado pela ambição.
“Foi um momento de loucura, um momento de ganância, sem pensar, porque tenho muito a perder”, disse.
Ele também afirmou que nunca havia sido preso e lamentou as consequências para a família.
“Eu tenho um casamento de 23 anos, nunca tinha sido preso, passado por uma situação dessa, nunca tinha pegado uma arma. Eu tenho três filhos, todos eles dependem de mim.”
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!






