Recém-lançado, distrito de IA em Goiânia pode receber investimento de multinacional bilionária; veja qual

Projeto prevê criação de mais de 1,4 mil empregos. oferta de bolsas de qualificação profissional, além de parcerias com universidades como a UFG e a PUC Goiás

Lara Duarte -
Área do Setor Leste Universitário, em Goiânia, onde será implantado o novo Distrito de Inovação e Inteligência Artificial do Governo de Goiás. (Foto: Walter Folador)
Área do Setor Leste Universitário, em Goiânia, onde será implantado o novo Distrito de Inovação e Inteligência Artificial do Governo de Goiás. (Foto: Walter Folador)

O Governo de Goiás lançou, nesta terça-feira (30), o Distrito de Inovação e Inteligência Artificial (DI.IA), implantado no Setor Leste Universitário, em Goiânia. Porém, com o potencial da iniciativa, já há uma empresa interessada em se estabelecer na capital.

Trata-se da Semantix, multinacional brasileira de dados, analytics e inteligência artificial avaliada em US$ 1 bilhão. A companhia assinou um memorando de entendimento com o Estado para levar suas operações ao novo distrito, segundo o Jornal Opção.

A empresa já atua em sete países e foi listada na bolsa norte-americana, a Nasdaq, em 2022.

O distrito

Segundo o Governo Estadual, o objetivo é transformar a região em um polo voltado ao desenvolvimento de inteligência artificial, reunindo empresas de tecnologia, centros de pesquisa, startups e programas de formação profissional.

Além disso, o DI.IA prevê o investimento de R$ 300 milhões para ampliar a presença do estado de Goiás no ramo da inteligência artificial.

Dentro deste valor, cerca de R$ 200 milhões se destinam à reforma e adaptação de prédios públicos que passarão a integrar o distrito, além da construção de novas estruturas.

Também estão previstos R$ 30 milhões destinados a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de recursos oriundos do novo convênio firmado com o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia-UFG).

Entre os imóveis que serão reformados estão edifícios atualmente ocupados por órgãos estaduais, que passarão a abrigar empresas, laboratórios, residências tecnológicas e a nova sede da Goiás Tecnologia.

Geração de empregos e cursos

Na primeira etapa, o DI.IA estima criar 1.406 empregos diretos e receber uma circulação diária superior a 3,2 mil pessoas.

O projeto também prevê a oferta inicial de 1.500 bolsas de qualificação profissional, além de cursos técnicos gratuitos e parcerias com universidades como a UFG e a PUC Goiás, que já possuem unidades na região.

A proposta ainda contempla programas de residência tecnológica, aceleração de startups e incentivos para atrair empresas do setor.

Além das intervenções nos prédios públicos, o Estado informou que negocia com a Prefeitura de Goiânia mudanças urbanísticas para estimular novos investimentos na região, incluindo benefícios para empreendimentos de tecnologia e inovação.

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Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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