Prefeitura de Anápolis anuncia Complexo Cultural para unir escolas de dança, teatro e artes
Projeto dá nova esperança à categoria após Centro Cultural Dulce de Faria, próximo ao Viaduto Nelson Mandela, não apresentar condições de receber os alunos

Anos depois de um projeto que acabou frustrado, a Prefeitura de Anápolis tem novos planos para atender aos pedidos da classe artística da cidade. A Administração Municipal divulgou, nesta sexta-feira (14), um Complexo Cultural para reunir diversas escolas temáticas em um mesmo lugar.
No final de 2022, o setor foi surpreendido com o anúncio de que seria construído o Centro Cultural João Luiz de Oliveira, próximo ao Viaduto Nelson Mandela, para integrar as diferentes instituições.
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A proposta era que a estrutura fosse inaugurada em dezembro de 2024, ainda na gestão Roberto Naves (Republicanos), mas a classe artística se opôs.
À época, apontavam condições precárias, desde construções irregulares até falta de adequação às atividades artísticas que seriam desenvolvidas ali. O espaço acabou sendo destinado a uma escola municipal.
Agora, o prefeito Márcio Corrêa (PL) propõe reunir as escolas de dança, teatro e artes no prédio da Papelaria Tributária, localizado na Avenida Brasil Sul.
São 3.072,40 m² de área de intervenção, distribuídos em pavimentos que serão totalmente modificados. A Administração ainda não divulgou possíveis datas de inauguração.
Como deve ser a estrutura
O local deve ser dividido entre hall de entrada com térreo, área para os servidores e quatro andares destinados à Escola de Artes Oswaldo Verano, Escola de Dança Maurício Salles e Escola de Teatro Elídia Simonetti.
Até então, a instituição de dança oferece aulas na Escola Municipal João Luiz de Oliveira; a de artes recebia os alunos em um imóvel na Rua Quatorze de Julho; e a de teatro operava em uma casa na Rua Pereira do Lago, no Jundiaí.
Todos esses espaços já apresentavam problemas estruturais por conta do tempo ou por falta de manutenção. A proposta é que as organizações possam contar com aparelhos modernos e estrutura adequada.
O projeto prevê que o térreo tenha espaço para receber os estudantes e recepcionar visitantes, com hall de entrada e área de atendimento, escada e elevador.
O último pavimento será destinado aos servidores, com sala de casa de máquinas, copa, banheiros feminino, masculino e adaptado para pessoas com deficiência.
A Escola de Dança deve ficar no 1º e o 2º andar, contando com sala multiuso para eventos, oito salas de dança com piso flutuante (para aliviar os saltos), armário colmeia e isolamento acústico, além de barras para dança e espelhos.
O espaço pode contar ainda com recepção, almoxarifado, banheiros, sala de gerência, coordenação, secretaria, sala dos professores, copa, sala de figurino de corpo de baile e depósito para material de limpeza.
Pela proposta, a Escola de Artes Oswaldo Verano ficará localizada no 3º pavimento. O ambiente deve contar com diversas salas de ateliê (quatro de desenho e um infantil), sendo elas de gravura, audiovisual, escultura e pintura com lavatório.
Da mesma forma, deve ter secretaria, almoxarifado, depósito, diretoria, copa, banheiros e uma sala de espera com capacidade para até 54 pessoas.
Já a Escola de Teatro recebe o 4º andar. A ideia é que o espaço tenha três salas de teatro com piso flutuante, colchonetes e sapateiras, além de uma sala de depósito de figurinos e recursos didáticos, sala de figurino multiuso, uma sala da Companhia Anapolina de Teatro (CAT) e almoxarifado.
O local ainda deve incluir sala de espera com espaço multiuso, secretaria, coordenação, sala dos professores, copa/cozinha e banheiros.
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