Geração Z vira problema para as empresas: segundo pesquisa, 95% dos jovens não querem respeitar horários ou obrigações de trabalho
Levantamento aponta que grande parte dos jovens considera aceitável faltar sem justificativa, sair antes do horário ou até registrar horas que não trabalhou

A relação da Geração Z com o mercado de trabalho tem despertado debates entre empresas e especialistas.
Um levantamento realizado nos Estados Unidos indica que boa parte dos jovens adultos vê com naturalidade atitudes que, para muitos empregadores, representam descumprimento das regras do ambiente profissional.
A pesquisa, realizada pela plataforma PapersOwl com 2 mil pessoas entre 18 e 34 anos, mostrou que 95% dos entrevistados consideram aceitável adotar pelo menos um comportamento para evitar obrigações durante a jornada de trabalho.
Entre os que atuam em home office, uma das situações mais frequentes é fingir que está trabalhando normalmente quando, na prática, o funcionário decidiu tirar o dia de folga sem comunicar a empresa. A prática foi admitida por 63% dos entrevistados.
O estudo também apontou que 34% confessaram já ter deixado o trabalho antes do fim do expediente, enquanto 27% disseram que já alegaram doença apenas para justificar uma falta. Outros 18% afirmaram ter chegado atrasados sem avisar a empresa.
Outro dado que chama atenção é que 16% dos participantes disseram fazer apenas o mínimo necessário para cumprir suas funções, comportamento conhecido como “quiet quitting”. Já 14% admitiram recorrer à inteligência artificial para executar tarefas sem informar o empregador.
A pesquisa ainda revelou que 11% dos entrevistados afirmaram registrar mais horas do que realmente trabalharam, enquanto 10% disseram utilizar equipamentos, softwares ou outros recursos da empresa para desenvolver atividades pessoais ou trabalhos paralelos.
Segundo o levantamento, a principal justificativa para esse comportamento é a busca por mais flexibilidade. Muitos jovens afirmaram produzir melhor fora do ambiente tradicional de escritório e defenderam modelos de trabalho que permitam conciliar a vida profissional com compromissos pessoais.
Os responsáveis pelo estudo ressaltam que os resultados refletem apenas a opinião da amostra entrevistada e não representam necessariamente toda a Geração Z. Ainda assim, avaliam que os dados ajudam a compreender os desafios enfrentados por empresas na gestão das novas gerações e na adaptação das relações de trabalho.
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