A psicologia afirma que adultos que dormiam com os pais podem apresentar estas quatro características quando crescem

Especialistas alertam que o hábito, isoladamente, não determina a personalidade adulta, mas pode se relacionar a experiências de vínculo, segurança e convivência familiar

Gabriel Yure Gabriel Yuri Souto -
adultos que dormiam com os pais
(Imagem: Portal 6)

Dormir com os pais durante a infância é uma prática comum em muitas famílias. Por isso, alguns psicólogos afirmam que adultos que dormiam com os pais desenvolverão características específicas na vida adulta.

Um estudo da Universidade de Essex acompanhou milhares de crianças britânicas e não encontrou evidências de que o compartilhamento da cama, aos 9 meses, provocasse prejuízos emocionais ou comportamentais ao longo da infância. Portanto, fatores como vínculo familiar, rotina, ambiente doméstico e experiências posteriores têm peso muito maior no desenvolvimento.

Ainda assim, algumas características podem aparecer em adultos que associam essa experiência a lembranças positivas de acolhimento e proximidade.

1. Valorização da proximidade emocional

Quem cresceu em um ambiente de contato frequente com os pais pode valorizar demonstrações de afeto e convivência próxima.

Além disso, essas pessoas podem se sentir mais confortáveis ao compartilhar sentimentos. No entanto, isso depende da qualidade do vínculo familiar, e não apenas do local onde dormiam.

2. Busca por segurança nos relacionamentos

Alguns adultos podem associar proximidade física à sensação de proteção.

Consequentemente, tendem a procurar relações que ofereçam estabilidade, acolhimento e disponibilidade emocional. Porém, essa preferência também sofre influência das experiências afetivas construídas ao longo da vida.

3. Facilidade para criar vínculos

Quando a convivência infantil ocorreu em um ambiente seguro e respeitoso, a pessoa pode desenvolver maior confiança nas relações.

Entretanto, compartilhar a cama não garante esse resultado. Conversas, brincadeiras, atenção e cuidado cotidiano também ajudam a fortalecer os vínculos entre pais e filhos.

4. Valorização da vida familiar

Adultos que guardam boas lembranças desses momentos podem dar mais importância à convivência em família.

Assim, encontros, conversas e hábitos compartilhados podem ocupar um espaço relevante em suas rotinas. Ainda assim, nenhum comportamento isolado permite definir a personalidade de alguém.

Segurança precisa vir primeiro

É importante diferenciar crianças maiores de bebês. Para reduzir o risco de mortes relacionadas ao sono, a Academia Americana de Pediatria recomenda que bebês durmam no mesmo quarto dos responsáveis, mas em uma superfície própria, firme e separada. A entidade não recomenda o compartilhamento da cama com adultos.

Portanto, dormir com os pais não condena nem garante determinado perfil psicológico. O desenvolvimento resulta de uma combinação entre afeto, segurança, limites, experiências sociais e características individuais.

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Gabriel Yure

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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