Investigado por perseguição é preso em Anápolis após descumprir medidas protetivas seis vezes
Vítima relatou que teve um relacionamento breve, mas passou a ser alvo de comportamento abusivo, controlador e agressivo após o término

Um homem, cuja identidade não foi revelada, foi preso preventivamente após descumprir medidas protetivas de urgência seis vezes para perseguir a ex-companheira, em Anápolis.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), que divulgou nesta segunda-feira (13) que as investigações começaram quando a vítima procurou a Polícia Civil (PC).
A mulher relatou às autoridades que teve um breve relacionamento amoroso com o suspeito, mas passou a ser alvo de comportamento obsessivo, controlador e extremamente agressivo após se separarem.
As medidas protetivas de urgência foram emitidas diante da gravidade do relato. O investigado foi intimado da decisão judicial, mas decidiu descumpri-las.
Ele passou, então, a perseguir a mulher em vias públicas, monitorar a rotina dela e enviar mensagens e áudios com graves ameaças. Também vigiava os locais frequentados pela vítima, como a casa dela, o local de trabalho, salão de beleza que visita e até mesmo a escola do filho.
Com isso, o Poder Judiciário determinou pela prisão preventiva do investigado, o que foi cumprido pelas equipes da DEAM. Agora, o homem segue à disposição das autoridades competentes.
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— Portal 6 (@portal6noticias) July 13, 2026
Em caso de perseguição, denuncie
A PC reforça que denúncias de violência doméstica, perseguição, ameaças e descumprimento de medidas protetivas devem ser comunicadas imediatamente às forças de segurança, possibilitando a rápida atuação para prevenir a escalada da violência.
Diante de casos em que é necessário socorro imediato, é possível acionar a PM pelo 190 ou a Patrulha Maria da Penha, pelo (62) 99939-9581.
O Centro de Referência da Mulher, na Travessa Francisco da Luz Bastos, no Centro de Anápolis, também fica disponível para prestar serviços de orientação jurídica e acompanhamento psicológico e social.
A vítima tem até seis meses da data do fato para representar criminalmente contra o suspeito.
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