Alimentos passarão a ter nova indicação, além da data de validade, nos supermercados a partir de julho: governo anuncia novo sistema de rotulagem neste país
Medida busca reduzir o desperdício e esclarecer quando a data de validade impressa indica perda de qualidade ou risco ao consumidor americano

Consumidores deste país passaram a encontrar uma informação mais clara junto às datas impressas nas embalagens de alimentos. Desde 1º de julho, os rótulos abrangidos pela nova lei devem indicar se o prazo se refere à qualidade do produto ou à segurança para consumo.
A mudança é valida para Califórnia, nos Estados Unidos e foi criada pela Assembly Bill 660, sancionada em setembro de 2024. A regra alcança alimentos fabricados a partir de 1º de julho de 2026 que já tragam, por escolha da empresa ou exigência legal, uma data de qualidade ou segurança. Portanto, ela não obriga todos os produtos a exibir prazo.
Como funcionarão as indicações
Para datas de qualidade, fabricantes, processadores e varejistas devem usar “Best if Used By” ou “Best if Used or Frozen By”. A mensagem aponta o período de melhor qualidade, sem significar automaticamente que o alimento esteja impróprio depois da data.
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Já “Use By” e “Use By or Freeze By” ficam reservadas aos prazos ligados à segurança alimentar. A legislação também proíbe a expressão “sell by” nas informações visíveis ao consumidor, embora códigos internos para controle de estoque continuem permitidos.
Em embalagens pequenas, poderão ser usadas as abreviações “BB”, para qualidade, e “UB”, para segurança. Fórmulas infantis, ovos, ovos pasteurizados com casca, cervejas e outras bebidas de malte estão fora da regra.
Desperdício motivou mudança
O objetivo é reduzir a confusão provocada por dezenas de expressões diferentes. Segundo a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), a interpretação equivocada das datas responde por cerca de 20% do desperdício de alimentos pelos consumidores.
A Califórnia descarta entre 5 milhões e 6 milhões de toneladas de alimentos por ano. O governo estadual estima ainda que o equivalente a 2,5 bilhões de refeições de comida ainda própria para consumo seja enviado anualmente aos aterros.
A lei permite expressamente a venda, a doação e o uso de alimentos após a data de qualidade. A possibilidade não se confunde com a data de segurança, que indica quando o produto não deve mais ser consumido.
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