As cidades com nomes mais diferentes e engraçados do Brasil e a história por trás de cada uma delas
Entre histórias curiosas e marcas do passado, algumas cidades brasileiras chamam atenção antes mesmo de o visitante chegar

O mapa brasileiro guarda nomes capazes de provocar surpresa antes mesmo de qualquer viagem. Algumas cidades parecem ter sido batizadas a partir de uma brincadeira, enquanto outras carregam expressões que dificilmente seriam imaginadas como endereço.
Por trás da aparência bem-humorada, porém, há histórias ligadas à ocupação do território, ao cotidiano de antigos moradores e até a situações inesperadas. Em alguns casos, uma frase dita casualmente atravessou décadas até virar oficialmente o nome de um município.
Não-Me-Toque, Passa e Fica e Varre-Sai
No Rio Grande do Sul, Não-Me-Toque tem mais de uma explicação para o nome. Entre as versões registradas pela prefeitura estão a existência de uma planta popularmente chamada “não-me-toque” e a antiga Fazenda Não-Me-Toque, cuja existência aparece em escritura de 1885.
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Já Passa e Fica, no Rio Grande do Norte, nasceu ao redor de uma pequena bodega aberta por Daniel Laureano de Souza em 1929. O estabelecimento atraía quem passava pela estrada e, segundo o registro histórico, Antônio Lulu começou a dizer que aquele era o lugar onde a pessoa “passa e fica”.
Em Varre-Sai, no Rio de Janeiro, a tradição local atribui o nome a Dona Inácia, que emprestava um curral aos tropeiros. Irritada com a sujeira deixada no espaço, ela teria passado a ordenar que eles “varressem e saíssem”, expressão que acabou identificando a região.
Um Natal que ficou no mapa
Feliz Natal, em Mato Grosso, também surgiu de um episódio cotidiano. Trabalhadores que tentavam retornar para Sinop durante o período natalino ficaram impedidos de seguir viagem após chuvas e a cheia de um riacho.
Enquanto aguardavam, passaram a trocar a saudação “feliz Natal”. A comunidade que depois cresceu nas proximidades do riacho herdou justamente esse nome.
O tigre que era outro animal
No Rio Grande do Sul, Arroio do Tigre encerra outra curiosidade. O animal que inspirou o nome, segundo o histórico registrado pelo IBGE, não era propriamente um tigre, mas uma onça abatida no século XIX às margens de um arroio.
Assim, nomes que hoje rendem surpresa e até risadas funcionam também como pequenas cápsulas da história brasileira, preservando acontecimentos que poderiam ter desaparecido com o tempo.
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