Aos 18 anos, ela se formou com a média perfeita de 10 e vai estudar na faculdade que seleciona os vencedores do Prêmio Nobel de Medicina
Espanhola Carla Acosta García também obteve 13,62 pontos em uma prova com nota máxima de 14 e participou de um programa para jovens cientistas

Aos 18 anos, Carla Acosta García encerrou o ensino médio com a média perfeita de 10 e está prestes a iniciar uma nova etapa longe de casa.
A jovem, natural de Redondela, na região espanhola da Galícia, foi aceita no curso de Biomedicina do Instituto Karolinska, na Suécia. A instituição abriga a Assembleia Nobel responsável por escolher os vencedores do Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina.
Carla também havia conquistado vagas nas universidades de Lund, na Suécia, e Utrecht, nos Países Baixos. Entretanto, escolheu o Karolinska por desejar uma formação internacional voltada à pesquisa científica.
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Interesse pela ciência começou cedo
A decisão de estudar fora da Espanha também não surgiu de última hora. Durante cerca de dois anos, Carla pesquisou instituições internacionais e colocou o Karolinska como o principal objetivo.
O bacharelado escolhido apresenta conteúdos sobre a biologia e as doenças do corpo humano, além de oferecer treinamento em práticas laboratoriais e pesquisa básica e translacional.
Mesmo sem precisar da prova de acesso às universidades espanholas, ela decidiu participar do exame e alcançou 13,62 pontos de um total de 14.
Selecionada entre jovens cientistas
Antes de seguir para a Suécia, Carla participou do Acércate, programa do Centro Nacional de Investigações Cardiovasculares da Espanha, o CNIC.
Ela esteve entre os oito estudantes espanhóis selecionados para a experiência, ao lado de um jovem lituano vencedor de uma competição europeia.
Durante sete dias, os participantes acompanharam atividades em laboratórios, seminários e diferentes áreas da pesquisa cardiovascular.
O programa foi criado por iniciativa do cardiologista Valentín Fuster com o objetivo de aproximar jovens de destaque da carreira científica e contribuir para a formação de futuros pesquisadores.
Segundo Carla, a rotina começava pela manhã e seguia até o fim da tarde. Embora exigente, a experiência reforçou seu desejo de trabalhar com pesquisa.
Organização para conciliar as atividades
O desempenho acadêmico não impediu que a jovem mantivesse uma rotina fora dos estudos.
Carla competiu no voleibol, atuou como jogadora, treinadora e árbitra de basquete e participou do Conselho Galego para Crianças e Adolescentes.
Segundo ela, o segredo estava em separar cada momento. Quando chegava o horário de estudar, evitava outras distrações e se concentrava completamente na tarefa.
A jovem deve viajar para Estocolmo em agosto. No novo curso, terá aulas em inglês e estudará uma disciplina por vez, dentro de um modelo voltado à formação científica.
A história de Carla chama atenção não apenas pela média perfeita, mas pela constância com que transformou o interesse pela ciência em um projeto concreto de futuro.
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