⁠Não é o ouro, nem o diamante: o metal mais caro do mundo custa uma fortuna por grama e quase ninguém conhece

Produzido em quantidades minúsculas e destinado a aplicações muito específicas, esse elemento alcança valores difíceis de imaginar

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
metal mais caro do mundo
(Imagem: Ilustração)

Quando se pensa no metal mais caro do mundo, ouro, platina e ródio aparecem rapidamente na lista. No entanto, um elemento praticamente desconhecido fora dos laboratórios consegue alcançar cifras muito maiores.

Trata-se do califórnio-252, um isótopo artificial e radioativo cujo valor costuma ser estimado em aproximadamente US$ 27 milhões por grama.

Esse preço, porém, não funciona como a cotação tradicional de um metal negociado diariamente. O valor reflete principalmente a enorme dificuldade de produzir e manipular o material.

Por que ele custa tanto?

Ao contrário do ouro, o califórnio-252 não pode simplesmente ser retirado de uma mina.

Cientistas precisam produzi-lo artificialmente em instalações nucleares, e apenas quantidades extremamente pequenas ficam disponíveis.

Além disso, o material possui meia-vida de aproximadamente 2,6 anos e emite grande quantidade de nêutrons. Essas características tornam seu armazenamento e transporte muito complexos.

Para que serve o califórnio-252?

Justamente pela emissão intensa de nêutrons, o elemento possui aplicações muito específicas.

Ele pode aparecer em técnicas de inspeção industrial, na identificação de materiais, em determinadas atividades nucleares e em equipamentos usados para analisar estruturas que seriam difíceis de observar por métodos convencionais.

Por isso, ninguém costuma comprar um grama inteiro. Normalmente, as aplicações utilizam quantidades medidas em microgramas.

E o ródio?

Entre os metais naturalmente encontrados e negociados no mercado, o ródio continua entre os mais caros.

Seu preço pode atingir milhares de dólares por onça, principalmente por causa da raridade e da demanda da indústria automotiva.

No entanto, comparar o ródio ao califórnio exige cuidado: um possui mercado internacional de commodities, enquanto o outro é um isótopo artificial produzido para usos altamente especializados.

Assim, quando o critério é o valor estimado por grama de um elemento produzido e utilizado na prática, o califórnio-252 ocupa uma categoria própria.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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