Não é o ouro, nem o diamante: o metal mais caro do mundo custa uma fortuna por grama e quase ninguém conhece
Produzido em quantidades minúsculas e destinado a aplicações muito específicas, esse elemento alcança valores difíceis de imaginar

Quando se pensa no metal mais caro do mundo, ouro, platina e ródio aparecem rapidamente na lista. No entanto, um elemento praticamente desconhecido fora dos laboratórios consegue alcançar cifras muito maiores.
Trata-se do califórnio-252, um isótopo artificial e radioativo cujo valor costuma ser estimado em aproximadamente US$ 27 milhões por grama.
Esse preço, porém, não funciona como a cotação tradicional de um metal negociado diariamente. O valor reflete principalmente a enorme dificuldade de produzir e manipular o material.
Por que ele custa tanto?
Ao contrário do ouro, o califórnio-252 não pode simplesmente ser retirado de uma mina.
Cientistas precisam produzi-lo artificialmente em instalações nucleares, e apenas quantidades extremamente pequenas ficam disponíveis.
Além disso, o material possui meia-vida de aproximadamente 2,6 anos e emite grande quantidade de nêutrons. Essas características tornam seu armazenamento e transporte muito complexos.
Para que serve o califórnio-252?
Justamente pela emissão intensa de nêutrons, o elemento possui aplicações muito específicas.
Ele pode aparecer em técnicas de inspeção industrial, na identificação de materiais, em determinadas atividades nucleares e em equipamentos usados para analisar estruturas que seriam difíceis de observar por métodos convencionais.
Por isso, ninguém costuma comprar um grama inteiro. Normalmente, as aplicações utilizam quantidades medidas em microgramas.
E o ródio?
Entre os metais naturalmente encontrados e negociados no mercado, o ródio continua entre os mais caros.
Seu preço pode atingir milhares de dólares por onça, principalmente por causa da raridade e da demanda da indústria automotiva.
No entanto, comparar o ródio ao califórnio exige cuidado: um possui mercado internacional de commodities, enquanto o outro é um isótopo artificial produzido para usos altamente especializados.
Assim, quando o critério é o valor estimado por grama de um elemento produzido e utilizado na prática, o califórnio-252 ocupa uma categoria própria.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







