Natural de Anápolis, Leonardo Avalanche desiste de candidatura à Presidência e será vice de Pablo Marçal
Dupla já esteve junta nas eleições de 2024, quando o ex-coach disputou a prefeitura de São Paulo. Na ocasião, o anapolino figurou como coordenador de campanha

O empresário anapolino Leonardo Avalanche, presidente do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), deixou o posto de candidato à Presidência da República pelo partido para dar lugar a Pablo Marçal.
A mudança ocorreu aos “45 do segundo tempo”, ou melhor, às 18h51 de sábado (15), minutos antes do fim do prazo para registro de candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Avalanche é analista de sistemas e formado em direito, com carreira no setor privado. Ele e Marçal já estiveram juntos nas eleições de 2024, quando o ex-coach disputou a prefeitura de São Paulo. Na ocasião, o anapolino figurou como coordenador de campanha de Marçal.
A revira-volta na candidatura de Avalanche se assemelha àquela ocorrida na presidência dele à frente do PRTB.
Em setembro de 2025, o goiano chegou a ser expulso do partido após se envolver em polêmicas, com a circulação de áudios que associavam a atuação dele à soltura de um suposto líder do PCC.
Avalanche negou a autoria dos áudios e afirmou serem criações de inteligência artificial.
Em fevereiro deste ano, a Justiça Eleitoral determinou a reversão da expulsão, quando o anapolino voltou à presidência do partido. Já naquele mês, Avalanche afirmou que indicaria Marçal para disputar o cargo no Palácio do Planalto.
Inelegível
A candidatura de Marçal, porém, é incerta. Ele foi condenado a oito anos de inelegibilidade em 21 de fevereiro de 2025, pela 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, por abuso de poder político e econômico, uso indevido dos meios de comunicação e captação ilícita de recursos.
Em 04 de dezembro, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve a condenação em segunda instância.
A candidatura pelo PRTB ocorreu após Marçal conseguir uma decisão favorável na Justiça Eleitoral, que permitiu a saída dele do União Brasil e o ingresso no novo partido, com data retroativa a 04 de abril.
Contudo, a inelegibilidade permanece inalterada. A análise da candidatura ainda será feita pelo TSE, com expectativa de parecer desfavorável e retirada de Marçal da disputa presidencial.
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