Fim da taxa das blusinhas será anunciado na quarta-feira (26), diz Lula
Isenção ocorreu no mês de maio por meio de medida provisória, que deve ser votada até setembro após reaproximação do presidente com Davi Alcolumbre
LUCAS MARCHESINI
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Lula (PT) disse que o fim da taxa das blusinhas será anunciado nesta quarta-feira (26), após uma reunião dele com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
A afirmação foi feita em entrevista para o programa Domingo Espetacular, da Record, transmitida neste domingo (23).
A cobrança de 20% para compras de até US$ 50 (cerca de R$ 258) está suspensa por meio de uma medida provisória (MP) publicada pelo governo em 13 de maio. Se a MP não for votada até o dia 8 de setembro, perderá validade. Com isso, a cobrança voltará a ser feita a menos de um mês do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro.
O avanço acontece após a reaproximação de Lula e Alcolumbre, que haviam rompido depois que o Senado rejeitou o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF.
Eles se encontraram em 12 de agosto. Depois disso, o presidente do Senado destravou o andamento de pautas consideradas prioritárias para o governo, entre elas o fim da taxa das blusinhas e o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de folga).
Na entrevista, Lula falou também da conversa que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo ele, a conversa já teve resultados. “No mesmo dia [Trump] ligou para o secretário de Comércio dele, que ligou para o meu e marcaram reunião para a próxima semana. Já deu fruto e espero que seja fruto bem saboroso e gostoso”, disse.
O presidente disse também que às vezes tem a impressão “de que o Trump é bem melhor do que a assessoria dele”. “Minha conversa com ele é bem civilizada, respeitosa, mas aí o segundo escalão toma atitudes que são impensáveis.”
O jornal Financial Times publicou neste sábado reportagem que aponta que Lula vem buscando Trump como um aliado contra o secretário de Estado, Marco Rubio, com quem já trocou farpas diretas. “O Brasil vê o presidente [Trump] como uma influência potencialmente moderadora, ainda que reconheça que é ele quem define a direção geral da política”, informou a publicação.
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