Fábrica confirma fechamento de duas unidades e anuncia demissão de 3,2 mil funcionários

Nova etapa de reestruturação amplia medidas adotadas pela multinacional diante de um cenário econômico considerado desafiador

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
Fábrica confirma fechamento de duas unidades e anuncia demissão de 3,2 mil funcionários
(Foto: Divulgação/Evonik)

Um dos principais nomes da indústria química mundial decidiu ampliar um dos maiores processos de redução de custos de sua história recente. As medidas, que vão de fechamentos a demissões, vão alcançar diferentes áreas da companhia e se estender pelos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à pressão da concorrência internacional e às dificuldades enfrentadas pelo setor na Europa. Segundo a empresa, a economia global continua apresentando crescimento fraco e elevada incerteza.

O que a Evonik decidiu

A Evonik anunciou a eliminação de cerca de 3,2 mil postos de trabalho em todo o mundo entre 2027 e o fim de 2029. Desse total, aproximadamente 2.150 posições estão na Alemanha, onde fica a sede da multinacional.

O anúncio também envolve o encerramento global do negócio de poliéster em 2027. A operação movimenta aproximadamente 150 milhões de euros por ano, mas, segundo a própria companhia, não apresenta lucro há vários anos.

Na prática, a fábrica de Witten, na Alemanha, será completamente fechada, atingindo 266 trabalhadores. Outras atividades ligadas ao poliéster serão encerradas em Marl, também na Alemanha, e em Xangai, na China, com redução de 45 e 35 postos, respectivamente.

Embora essas operações sejam afetadas, a Evonik não anunciou o fechamento integral das fábricas de Marl e Xangai, que continuam abrigando outros negócios da companhia.

Cortes ampliam programa anterior

A nova rodada se soma a um processo iniciado em 2023. Até o fim de 2026, a empresa prevê eliminar aproximadamente 2,8 mil posições.

Com isso, os dois programas representam cerca de 6 mil postos retirados da estrutura da Evonik ao longo de seis anos.

Em comunicado, o CEO Christian Kullmann afirmou que a situação política mundial permanece incerta e que o crescimento econômico segue fraco. A companhia também aponta custos estruturais elevados na Europa e forte competição internacional.

A empresa pretende recorrer ainda à digitalização, terceirização e possíveis transferências de atividades para outros países para reduzir despesas.

Situação no Brasil

Até o momento, não há anúncio público específico de cortes nas operações brasileiras.

A Evonik mantém presença no país, com sede administrativa em São Paulo, unidades produtivas em Americana (SP), Aracruz (ES) e Castro (PR), além de um centro de distribuição em Guarulhos (SP).

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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