Síndico é preso após moradores relatarem tiros e agressões durante confusão em condomínio de Alexânia
Síndico é apontado por moradores como autor dos disparos e famílias relatam agressões, correria e crianças em meio à confusão

Uma noite de lazer às margens do Lago Corumbá 4 terminou em pânico, correria e disparos de arma de fogo no Condomínio Rancho dos Ipês, em Alexânia.
O episódio aconteceu na noite de sábado (05) e terminou com a prisão do síndico do residencial.
Relatos obtidos pelo Portal 6 apontam que várias pessoas estavam na região da orla, entre adultos e crianças, quando a confusão começou.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e o suspeito acabou detido. Ele foi levado para Águas Lindas de Goiás, onde o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades.
O episódio deve ser apurado por suspeitas que incluem tentativa de homicídio, ameaça, vias de fato e disparo de arma de fogo. Também houve pedido de medidas protetivas de urgência.
Moradores relatam agressões antes dos tiros
Um dos relatos mais detalhados foi feito por um proprietário de um lote no condomínio. Segundo ele, o filho, a nora, dois netos menores de 12 anos e outra familiar estavam na orla quando o síndico teria chegado de maneira agressiva.
“O síndico chegou de forma agressiva, de forma truculenta, agredindo fisicamente e verbalmente o meu filho”, afirmou.
Ainda conforme o relato, outra moradora chegou ao local acompanhada de amigos e começou a registrar a situação com o celular. Nesse momento, segundo ele, o homem teria passado a danificar o veículo dela.
“Em seguida, passou a disparar tiros contra todos os que estavam lá”, relatou.
“Ele voltou, buscou a arma”
Outra moradora afirmou que havia acabado de chegar à orla quando percebeu uma discussão envolvendo o síndico e um vizinho. Segundo ela, o homem que estava com os filhos não promovia qualquer tipo de confusão naquele momento.
“O vizinho estava quietinho com os filhos dele. Não estava com som, não estava com nada”, contou.
A mulher disse que, inicialmente, o síndico deixou o local, mas teria retornado pouco tempo depois. “Ele voltou, buscou a arma dele e veio em cima da gente”, afirmou.
Ela relatou que o grupo tentou entrar em uma caminhonete para deixar a região assim que percebeu que o homem estava armado. “Quando todo mundo entrou na caminhonete, ele começou a dar tiro na gente”, disse.
Segundo a moradora, o veículo também teria sido atingido e danificado durante o episódio. “Ele começou a socar a caminhonete, dar chute e gritar com a gente. Quando viramos para sair, só escutamos os disparos.”
A dinâmica exata dos tiros e a direção em que foram efetuados ainda deverão ser esclarecidas pela investigação.
Correria até encontrar a polícia
Depois dos disparos, os moradores afirmam que deixaram o condomínio às pressas. Uma das testemunhas contou que sequer retornou para buscar pertences na residência e seguiu diretamente em busca da polícia.
“A gente saiu correndo. Fomos atrás da polícia e, quando chegamos em Alexânia, encontramos a equipe”, relatou.
Viaturas foram então mobilizadas e retornaram com os moradores até o condomínio. O síndico acabou preso e levado para a delegacia.
Em mensagens compartilhadas após o episódio, uma das pessoas envolvidas relatou o impacto emocional provocado pela noite. “Meu filho ficou chorando desesperado, meu pai passou mal e minha família inteira está desesperada com tudo o que aconteceu”, escreveu.
Em outro trecho, afirmou que a família decidiu deixar temporariamente o imóvel. “Um único dia foi suficiente para nos traumatizar. Nossa cabeça está acabada e, neste momento, eu só quero ficar perto da minha família.”
Moradores pedem afastamento do síndico
Depois do ocorrido, moradores também começaram a discutir a permanência do homem à frente da administração do condomínio.
Um deles defendeu publicamente a convocação de uma assembleia para discutir a destituição do síndico. “Peço que nós nos mobilizemos para retirar imediatamente ele da condição de síndico do nosso condomínio”, afirmou.
Ele também pediu que moradores que tenham concedido procurações ao administrador avaliem o cancelamento dos documentos. O episódio provocou forte reação entre os condôminos e aumentou a sensação de insegurança no residencial.
O caso segue sob apuração. Depoimentos, imagens gravadas por moradores, perícias e outros elementos deverão ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
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