Novo Serra Dourada ganhará mais 6 mil lugares, lounges climatizados, parque e camarotes inspirados na NFL após reforma
Complexo esportivo receberá parques urbanos, camarotes VIP e melhorias de acesso sem alterar o concreto aparente original

Orçada em aproximadamente R$ 400 milhões, a obra de modernização do Complexo Serra Dourada deve ampliar a capacidade total de 38,4 mil para mais de 44 mil torcedores em jogos de futebol, podendo se estender para até 60 mil ingressantes em shows e outros eventos.
Essa foi apenas uma das novidades reveladas pela empresa responsável pelo estádio desde a concessão, promovida em abril de 2025. Até o fim das obras, previsto para 2028, a nova gestão planeja implementar uma série de mudanças no palco do futebol goiano.
Outra inovação apresentada no projeto será a construção de camarotes no nível do gramado, com estruturas inspiradas nas arenas da National Football League (NFL), a liga de futebol americano dos Estados Unidos.
O público também passará a contar com novos lounges climatizados e modernização das áreas VIP. O projeto ainda prevê a instalação de assentos da cor de ipê-amarelo, remetendo à árvore característica do Cerrado goiano.

Projeto de intervenção arquitetônica do Serra Dourada (Imagem: Divulgação)
Já na parte externa, algumas áreas asfaltadas, onde hoje é o estacionamento do estádio, darão lugar a um Parque Poliesportivo de 16 mil m² e a um parque linear com pista de corrida e ciclovia.
O paisagismo será composto exclusivamente por vegetação nativa do Cerrado, refletindo as cores do bioma. O complexo também vai integrar o Ginásio Valério Luiz de Oliveira e novas praças de convivência.
Complexo de esportes e lazer
Conduzida pela BCMF Arquitetos, mesmo escritório responsável pela reforma do Mineirão para a Copa de 2014, a infraestrutura do novo Serra Dourada foi pensada para transformar o local em um distrito de lazer, esporte, gastronomia e feiras.
A intervenção, contudo, deve garantir que o estilo brutalista original continue visível. A prioridade estabelecida, segundo o escritório, será resguardar a obra de Paulo Mendes da Rocha, vencedor do Prêmio Pritzker e arquiteto responsável pelo Serra Dourada.
O concreto armado aparente e a ausência de ornamentos artificiais seguirão como traços visuais dominantes do estádio. As arquibancadas superiores, os vãos livres e a cobertura em balanço também serão mantidos sem alterações na concepção.
De acordo com a concessionária, foram feitos diagnósticos profundos e modelagens antes do início das intervenções técnicas, para garantir a preservação do material original.
Também há possibilidade de negociação de naming rights, modelo que concede o nome do estádio para patrocinadores, como já ocorre com a Neo Química Arena (estádio do Corinthians) e o Nubank Parque (de propriedade do Palmeiras).
*Colaborou Augusto Araújo
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