Motoristas de ônibus anunciam paralisação nacional e passageiros podem ter que buscar alternativas na próxima terça-feira
Mobilização está prevista para atingir o início da manhã e pode provocar atrasos, redução da frota e reflexos no transporte coletivo de várias cidades

Motoristas de ônibus anunciaram uma paralisação nacional para a próxima terça-feira, 22 de setembro, com possibilidade de afetar o transporte coletivo em várias cidades do país.
A mobilização está prevista para acontecer entre 4h e 8h, justamente no início do horário de pico da manhã, o que pode provocar atrasos, redução temporária da frota e dificuldades para quem depende de ônibus para trabalhar ou estudar.
Paralisação depende de decisão no Senado
A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, a CNTTL, informou que a mobilização está condicionada à tramitação da PEC 221/2019.
A proposta prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e está pronto para análise no Plenário.
Assim, se a proposta não avançar até terça-feira, os sindicatos pretendem manter as ações programadas.
Ônibus podem ficar nas garagens
A paralisação deve ocorrer principalmente em garagens e terminais.
Na prática, isso significa que parte dos veículos pode deixar de sair no horário habitual.
Por isso, passageiros podem enfrentar intervalos maiores, pontos mais cheios e atrasos nas primeiras viagens do dia.
Mesmo depois das 8h, o impacto pode continuar, já que ônibus que deveriam começar a circular mais cedo podem entrar nas linhas com atraso.
Adesão pode variar de cidade para cidade
A dimensão do movimento dependerá da adesão local.
A CNTTL fala em mobilizações nas principais capitais e também em algumas cidades do estado de São Paulo.
Entre as regiões citadas na articulação estão Sorocaba, Guarulhos e o ABC Paulista.
Além disso, dirigentes de Salvador, Maceió, Natal, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza participaram das discussões preparatórias.
No entanto, isso não significa que todas essas cidades estejam confirmadas individualmente na paralisação.
PEC já passou pela CCJ
A PEC 221/2019 foi aprovada pela CCJ do Senado em 2 de setembro.
O texto reduz a jornada semanal máxima para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.
Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, a matéria ainda precisa passar pelo Plenário do Senado.
Passageiros devem acompanhar atualizações
Como a paralisação depende da tramitação da PEC e da adesão de sindicatos locais, a recomendação é acompanhar os comunicados das empresas de transporte e das entidades sindicais até a manhã de terça-feira.
Assim, quem depende do ônibus poderá se organizar com antecedência e buscar alternativas caso a frota seja reduzida.
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