Motoristas de ônibus anunciam paralisação nacional e passageiros podem ter que buscar alternativas na próxima terça-feira

Mobilização está prevista para atingir o início da manhã e pode provocar atrasos, redução da frota e reflexos no transporte coletivo de várias cidades

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
paralisação nacional
(Foto: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil)

Motoristas de ônibus anunciaram uma paralisação nacional para a próxima terça-feira, 22 de setembro, com possibilidade de afetar o transporte coletivo em várias cidades do país.

A mobilização está prevista para acontecer entre 4h e 8h, justamente no início do horário de pico da manhã, o que pode provocar atrasos, redução temporária da frota e dificuldades para quem depende de ônibus para trabalhar ou estudar.

Paralisação depende de decisão no Senado

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística, a CNTTL, informou que a mobilização está condicionada à tramitação da PEC 221/2019.

A proposta prevê a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. O texto já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado e está pronto para análise no Plenário.

Assim, se a proposta não avançar até terça-feira, os sindicatos pretendem manter as ações programadas.

Ônibus podem ficar nas garagens

A paralisação deve ocorrer principalmente em garagens e terminais.

Na prática, isso significa que parte dos veículos pode deixar de sair no horário habitual.

Por isso, passageiros podem enfrentar intervalos maiores, pontos mais cheios e atrasos nas primeiras viagens do dia.

Mesmo depois das 8h, o impacto pode continuar, já que ônibus que deveriam começar a circular mais cedo podem entrar nas linhas com atraso.

Adesão pode variar de cidade para cidade

A dimensão do movimento dependerá da adesão local.

A CNTTL fala em mobilizações nas principais capitais e também em algumas cidades do estado de São Paulo.

Entre as regiões citadas na articulação estão Sorocaba, Guarulhos e o ABC Paulista.

Além disso, dirigentes de Salvador, Maceió, Natal, Curitiba, Porto Alegre e Fortaleza participaram das discussões preparatórias.

No entanto, isso não significa que todas essas cidades estejam confirmadas individualmente na paralisação.

PEC já passou pela CCJ

A PEC 221/2019 foi aprovada pela CCJ do Senado em 2 de setembro.

O texto reduz a jornada semanal máxima para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, a matéria ainda precisa passar pelo Plenário do Senado.

Passageiros devem acompanhar atualizações

Como a paralisação depende da tramitação da PEC e da adesão de sindicatos locais, a recomendação é acompanhar os comunicados das empresas de transporte e das entidades sindicais até a manhã de terça-feira.

Assim, quem depende do ônibus poderá se organizar com antecedência e buscar alternativas caso a frota seja reduzida.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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