Aos 36 anos, dinamarquês larga emprego estável das 9h às 17h, troca o computador pelo trabalho manual e constrói casa de 14 m² na floresta para viver com energia solar, água da chuva e apenas R$ 3,8 mil por mês

A decisão começou com uma insatisfação silenciosa e terminou em uma rotina completamente diferente daquela que parecia garantir segurança

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
Anders Boisen
(Foto: Reprodução)

Uma casa de 14 m² na floresta marcou a mudança radical de vida do dinamarquês Anders Boisen. Aos 36 anos, ele deixou para trás um emprego municipal estável, com jornada tradicional de escritório, para buscar uma rotina baseada em trabalho manual, menor consumo e mais contato com a natureza.

Formado em Inglês e Comunicação Empresarial e com mestrado em Economia da Experiência, Anders trabalhava na administração municipal de Aarhus. Embora tivesse salário regular e estabilidade, contou que não se identificava com a perspectiva de passar décadas trabalhando diante de um computador.

O interesse pelas tiny houses surgiu por volta de 2016. A ideia era diminuir as despesas para depender menos de um salário fixo.

Primeira tentativa terminou mal

O caminho não foi simples. A primeira pequena casa que Anders começou a construir foi roubada em 2019 porque estava montada sobre uma estrutura móvel.

Ele recomeçou o projeto e levou cerca de oito meses para concluir a nova moradia, com ajuda de amigos e de um carpinteiro. Durante a construção, ainda precisou reparar danos provocados pela entrada de chuva no telhado.

A residência de 14 m² foi planejada para funcionar fora das redes convencionais. Painéis solares forneciam eletricidade, enquanto um reservatório armazenava água da chuva coletada pelo telhado. Uma fonte dinamarquesa descreve capacidade de aproximadamente mil litros no tanque.

Projetos compactos semelhantes mostram como uma microcasa de apenas 13 m² pode aproveitar cada espaço interno.

Custo mensal caiu

Ao abandonar o emprego, Anders também trocou o salário fixo por rendimentos variáveis.

Ele passou a ganhar dinheiro com palestras, cursos sobre construção de tiny houses, vídeos e aluguel de uma pequena acomodação. Segundo o relato divulgado internacionalmente, calculava precisar de aproximadamente 5 mil coroas dinamarquesas por mês, cerca de US$ 750 à época.

O orçamento reduzido se tornou possível porque parte da eletricidade vem do sol, a água é captada da chuva e a lenha é obtida na própria propriedade.

A proposta lembra a história de outro homem que deixou um emprego formal para construir uma casa e viver com energia solar e água da chuva.

Em 2026, Anders continua divulgando a experiência de viver com menos recursos. Fontes locais já o apresentam envolvido em uma nova casa de aproximadamente 30 m², mostrando que a pequena moradia de 14 m² acabou funcionando como o começo de uma transformação maior.

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

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