Homem deixa a cidade, constrói ilha flutuante com materiais descartados e vive nela por 17 anos com casa de 2 andares, horta, galinheiro, painéis solares e sistema próprio de água

Projeto foi ampliado pouco a pouco até virar uma moradia incomum, cercada por soluções que tentam reduzir a dependência da vida urbana

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
ilha flutuante
(Foto: Reprodução)

Uma ilha flutuante construída com materiais reaproveitados virou o centro da rotina de um homem que decidiu deixar a cidade e adotar uma vida fora da rede urbana convencional. Conhecido como Shadow, ele passou a viver em Widgeon Slough, área úmida da Colúmbia Britânica, no Canadá, onde montou a chamada Nowhere Island e afirmou ter permanecido ali por 17 anos.

O projeto começou com uma casa sobre a água e foi crescendo aos poucos. Com o tempo, a estrutura passou a reunir uma casa de dois andares, jardins, galinheiro, compostagem e diferentes plataformas conectadas.

Em vez de concentrar tudo em um só ponto, Shadow organizou a moradia em módulos independentes, pensados para reduzir prejuízos caso alguma parte se soltasse durante tempestades.

 Materiais reaproveitados deram forma à ilha

Grande parte da construção foi feita com madeira, barris e outros itens reaproveitados. Segundo o relato, ele recolhia materiais levados pelo rio e incorporava ao projeto aquilo que ainda podia ser utilizado.

Parte da madeira também era separada para servir como lenha, enquanto os barris ajudavam no cultivo de alimentos.

A economia de recursos, porém, não significava independência completa. Ferramentas, mantimentos e objetos maiores ainda precisavam vir de fora, muitas vezes com ajuda de amigos e familiares.

A autonomia buscada por Shadow também aparecia nos sistemas instalados na **ilha flutuante**. Cada módulo possuía seu próprio painel solar, o que distribuía a geração de energia.

A água potável era coletada em uma nascente próxima. Já a água cinza, proveniente de atividades como banho e lavagem, passava por uma estrutura de filtragem com plantas e materiais naturais antes de retornar ao ambiente.

Restos de comida e resíduos humanos eram encaminhados para compostagem.

Ida à cidade podia levar o dia inteiro

A rotina estava longe de ser simples. Para chegar à cidade, Shadow precisava usar um caiaque até a estrada e depois seguir de bicicleta.

O deslocamento completo de ida e volta podia consumir um dia inteiro. Por isso, ele precisava planejar compras e manter reservas de alimentos, lenha e outros suprimentos.

Além das dificuldades práticas, a permanência dele no local também foi cercada por disputas.

Shadow dizia que sua presença ajudava a acompanhar problemas ambientais da região, como poluição e caça ilegal. Ao mesmo tempo, relatava que autoridades tentavam retirá-lo da área havia anos.

Um ponto importante é que o registro mais detalhado dessa experiência foi publicado em 2021, quando ele já dizia viver havia 17 anos na ilha. A republicação de 2026 manteve o mesmo período, sem atualização independente sobre a situação atual da Nowhere Island.

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.