Movimento estudantil exige que aluno de medicina suspeito de estuprar jovem em Goiânia seja expulso da UEG
Denúncia foi feita durante festa universitária organizada por atléticas. Ele foi preso, mas liberado em seguida

Movimentos estudantis passaram a exigir que o estudante de medicina acusado de estuprar uma jovem durante uma festa universitária em Goiânia seja expulso da Universidade Estadual de Goiás (UEG).
O apelo partiu do Correnteza, ligado à União Nacional dos Estudantes (UNE), que se manifestou nesta segunda-feira (21).
Pelas redes sociais, o grupo também pediu pela prisão definitiva do suspeito. O movimento destacou que o jovem chegou a ser levado à delegacia e foi preso em flagrante, mas mantém a matrícula ativa no campus da universidade em Itumbiara.
“O processo está em andamento, mas a UEG já deve tomar posição”. O Correnteza defendeu que o estudante “sabe diferenciar uma mulher acordada, com condições de consentir uma relação, de uma mulher desacordada” devido à área em que vai se graduar.
Também fez um apelo: “esse homem não pode, de forma alguma, ser diplomado como médico, pois isso colocaria em risco a vida de inúmeras mulheres”.
O Portal 6 procurou a defesa do acusado, que disse que o processo corre em segredo de Justiça e que “só se pronunciará diante das autoridades policiais e judiciais”.
A reportagem também buscou a UEG, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Em tempo
O caso aconteceu na madrugada do dia 07 de setembro, quando as atléticas Vira-Lata, de Medicina Veterinária, e Devasta, de Engenharia Ambiental e Sanitária, promoveram o baile funk ViraDevasta.
A festa aconteceu em um espaço de eventos na região Norte de Goiânia e estava programada para seguir até 04h, mas foi encerrada pouco depois das 03h, diante de uma denúncia de estupro de vulnerável.
Segundo divulgado pela equipe de organização em grupos de mensagens, “a menina estava completamente inconsciente, sem saber dizer seu nome, onde estava, não aguentava ficar sentada”.
A suspeita do corpo estudantil é de que ela tenha sido drogada. O caso foi levado à delegacia e o suspeito foi preso, mas liberado pouco depois.
Alguns representantes estudantis ligados às atléticas envolvidas defenderam que o estudante e os amigos dele fossem proibidos de frequentar outras festas semelhantes.
O caso segue sendo tratado pelas autoridades competentes.
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