Poucas semanas após Lauren mergulhar com tubarões em Fiji, ela e Jeff Bezos investem cerca de R$ 128 milhões do próprio bolso para proteger uma área oceânica maior que o Alasca
Experiência recente no arquipélago antecedeu um novo capítulo de um projeto que pretende mudar a proteção de águas estratégicas do planeta

Poucas semanas depois de Lauren Sánchez Bezos mergulhar entre recifes, peixes, tartarugas e tubarões em Fiji, uma nova rodada de recursos colocou novamente o Pacífico no centro das atenções do casal.
Por meio do Bezos Earth Fund, ela e Jeff Bezos anunciaram cerca de R$ 128 milhões para a proteção do Oceano Pacífico, em projetos que atravessam cinco países e também chegam a águas internacionais.
A dimensão ajuda a explicar o tamanho da iniciativa. São mais de 625 mil milhas quadradas de oceano, algo próximo de 1,62 milhão de km². A área é maior que toda a extensão terrestre do Alasca.
- Após montadora aprovar o fechamento de 4 fábricas, trabalhadores decidem ir às ruas em protesto contra demissões
- Sogra pede R$ 5 mil de pensão ao genro empresário, mas Justiça nega o pedido e diz que ele não tem obrigação de sustentá-la
- Placa colocada em um Hyundai Creta Branco chama atenção de motoristas
O anúncio foi feito em setembro, cerca de dois meses depois de Lauren compartilhar registros de uma viagem ao Pacífico. Em julho, ela publicou fotos e vídeos de mergulhos em Fiji, onde teve contato próximo com a vida marinha.
Na ocasião do novo aporte, a experiência voltou a aparecer em seu discurso.
Vice-presidente do Bezos Earth Fund, Lauren afirmou que passou parte do verão no Pacífico e destacou principalmente a relação entre as comunidades locais e o mar. Para ela, nessas regiões, o oceano vai muito além da paisagem: funciona como rota de deslocamento, fonte de alimento e parte do cotidiano.
Cinco países entram na nova rodada
Os recursos serão distribuídos entre projetos nas Ilhas Cook, Kiribati, Papua-Nova Guiné, Tonga e Vanuatu.
Cada local terá uma frente diferente.
Nas Ilhas Cook, a BirdLife International trabalhará para ampliar a proteção e a gestão da Marae Moana, um parque marinho que engloba toda a zona oceânica do país e supera 734 mil milhas quadradas.
Em Kiribati, a Live & Learn Environmental Education apoiará a identificação de habitats prioritários, o planejamento de novas áreas protegidas e mecanismos de fiscalização.
Já em Papua-Nova Guiné, a Wildlife Conservation Society participará da criação daquela que deverá ser a primeira grande área marinha protegida offshore do país.
O território fica no chamado Triângulo de Coral, uma das regiões de maior biodiversidade marinha do planeta.
Tonga, por sua vez, pretende avançar na meta de proteger 30% de suas águas. O trabalho terá apoio da TierraMar e incluirá novas áreas de conservação, monitoramento e mecanismos para financiar a proteção no longo prazo.
Em Vanuatu, o dinheiro ajudará a transformar o planejamento marinho nacional já concluído em medidas práticas, incluindo áreas protegidas em mar aberto e projetos administrados por comunidades.
Proteção também deve chegar ao alto-mar
Uma parte importante da estratégia ultrapassa as fronteiras desses cinco países.
O grupo Rare trabalhará com governos do Pacífico para formular propostas de áreas marinhas protegidas em águas internacionais. A possibilidade ganhou força com a entrada em vigor, em janeiro de 2026, do Tratado do Alto-Mar das Nações Unidas.
Essas regiões são importantes porque animais não respeitam fronteiras nacionais.
Baleias, tubarões, tartarugas marinhas e grandes cardumes de atum atravessam águas territoriais e internacionais durante migrações. Criar corredores de proteção pode, portanto, conectar iniciativas que antes funcionavam de maneira isolada.
O objetivo também não se limita a desenhar áreas em mapas. Os recursos devem financiar fiscalização, monitoramento, participação comunitária e mecanismos capazes de manter os projetos funcionando durante anos.
Projeto já ultrapassa R$ 300
milhões
A rodada atual é a segunda de um compromisso de US$ 100 milhões assumido pelo Bezos Earth Fund para apoiar o programa Unlocking Blue Pacific Prosperity.
Em 2025, a primeira etapa distribuiu US$ 37,5 milhões em sete concessões. Com a nova fase, o montante comprometido já chega a US$ 63,3 milhões.
Atualmente, 17 dos 22 países e territórios que integram a estratégia regional estão trabalhando em iniciativas para proteger ou administrar suas águas de maneira sustentável.
Alguns resultados já começaram a aparecer.
A Polinésia Francesa criou em 2026 uma rede de áreas marinhas integralmente protegidas que se aproxima de 625 mil milhas quadradas. Já Niue mantém cerca de 40% de suas águas nacionais sob proteção.
O programa faz parte de uma estrutura muito maior. Criado por Jeff Bezos em 2020, o Bezos Earth Fund nasceu de um compromisso de US$ 10 bilhões para financiar ações relacionadas ao clima e à preservação da natureza.
Jeff ocupa a presidência do conselho da organização, enquanto Lauren atua como vice-presidente.
Nesse contexto, o mergulho feito por ela em Fiji funciona mais como um elo pessoal com uma estratégia que já vinha sendo estruturada. O projeto de proteção do Oceano Pacífico não surgiu após a viagem: a primeira grande rodada de recursos havia sido anunciada em 2025.
Ainda assim, a passagem pelo arquipélago deu a Lauren uma experiência recente para usar ao apresentar a etapa seguinte.
“Lá, o oceano não é apenas uma bela vista”, resumiu ela ao falar das comunidades do Pacífico e da dependência que mantêm dessas águas.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!


















