Inglês, espanhol ou mandarim: quais idiomas mais ajudam quem busca salários maiores no mercado de trabalho fora do Brasil
Diferentes mercados valorizam conhecimentos linguísticos conforme setores, empresas e relações comerciais internacionais

Para brasileiros que pretendem trabalhar no exterior, conhecer outro idioma pode ampliar possibilidades profissionais e facilitar o acesso a vagas internacionais mais especializadas.
Um estudo da OCDE, assinado por Giacomo Marconi, Lorenzo Vergolini e Francesca Borgonovi, analisou milhões de anúncios publicados na Europa desde 2021.
O inglês apareceu em 22% das vagas analisadas, enquanto alemão, espanhol, francês e mandarim foram exigidos entre 1% e 2% dos anúncios.
O resultado ajuda a explicar por que o inglês mantém peso elevado para profissionais que buscam empresas multinacionais, tecnologia, finanças, comércio e serviços internacionais.
Um estudo sobre o mercado alemão encontrou salário médio 13% maior entre trabalhadores com conhecimento de inglês, embora isso não prove relação direta para todos profissionais.
Inglês alcança diferentes setores
Na Europa, metade das vagas destinadas a gestores e profissionais especializados exigia algum conhecimento de inglês, segundo a análise da OCDE sobre anúncios publicados.
Isso ocorre porque o idioma aparece em atividades que envolvem equipes internacionais, clientes estrangeiros, tecnologia, pesquisa, negócios e comunicação corporativa entre diferentes países.
O espanhol tem presença menor no conjunto europeu, mas pode ganhar importância em mercados onde o idioma representa uma ferramenta diária de trabalho e atendimento.
Para brasileiros, esse conhecimento pode ser especialmente útil em países hispânicos, empresas multinacionais e funções relacionadas ao comércio entre nações latino-americanas.
Mandarim ganha força em nichos específicos
O mandarim aparece com menor frequência nas vagas europeias, porém pesquisas indicam retorno econômico relevante quando existe demanda profissional ligada ao idioma e ao mercado chinês.
Os autores relacionaram parte desse resultado à possibilidade de encontrar ocupações mais compatíveis com conhecimentos profissionais e maior produtividade no trabalho.
Assim, não existe idioma universalmente capaz de garantir salário maior, pois remuneração também depende do país, profissão, experiência, setor econômico e nível de domínio.
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