Mônica Rayol, especialista em luxo: “para ter um dos cartões mais exclusivos do mundo, dinheiro não basta, é preciso ser convidado”

Mesmo uma conta bancária milionária não garante acesso automático a um produto cercado de critérios que a própria empresa prefere não revelar

Leticia Teixeira Leticia Teixeira -
cartão black, infinite, amex
(Foto: Reprodução)

Ter patrimônio elevado não significa conseguir automaticamente um dos cartões mais exclusivos do mundo. A estrategista de marca Mônica Rayol chama atenção para uma característica comum aos produtos posicionados no topo do mercado de luxo: em alguns casos, pagar não basta.

Um dos exemplos mais conhecidos é o Centurion Card, da American Express, popularmente chamado de Black Card.

O produto é destinado a um grupo restrito e continua sendo oferecido por convite.

Não existe inscrição convencional

Diferentemente de um cartão comum, o interessado não simplesmente preenche uma proposta e aguarda a análise de crédito.

Clientes que já possuem cartões da American Express podem manifestar interesse em receber uma avaliação para o Centurion.

Isso, porém, não representa uma solicitação formal e tampouco obriga a empresa a enviar um convite.

A própria American Express não divulga publicamente todos os requisitos usados para escolher quem pode entrar no grupo.

Relatos do setor costumam apontar histórico elevado de gastos e relacionamento anterior com a instituição como fatores relevantes, mas não existe um valor público que garanta a aprovação.

É justamente essa barreira que sustenta parte da exclusividade.

O Portal 6 já mostrou que cartões premium podem oferecer benefícios como acesso ilimitado a salas VIP e serviços diferenciados.

Taxas também são altas

Nos Estados Unidos, o Centurion possui taxa inicial de US$ 10 mil e anuidade de US$ 5 mil.

Em troca, reúne benefícios ligados principalmente a viagens, hotéis, aeroportos, eventos e atendimento personalizado.

Entre eles estão acesso a lounges da American Express, concierge, status elevados em determinados programas de hotéis e companhias aéreas e experiências reservadas a clientes selecionados.

Ainda assim, conseguir pagar as taxas não é suficiente para ter o cartão.

É necessário passar pela seleção da emissora e receber efetivamente o convite.

Essa lógica também aparece em outros segmentos do luxo, nos quais existem lugares e experiências em que possuir dinheiro não garante acesso.

Assim, o que transforma esses cartões mais exclusivos do mundo em símbolos de status não são apenas os limites ou benefícios disponíveis, mas também a barreira criada entre quem pode pagar e quem efetivamente é escolhido para entrar.

 

Ver esse post no Instagram

 

Um post compartilhado por Monica Rayol | Estratégia de Marca +40 anos no mercado (@monicarayolbrand)

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Leticia Teixeira

Leticia Teixeira

Estudante de Jornalismo e estagiária do Portal 6. É curiosa, apaixonada por comunicação e está sempre em busca de aprender, observar e contar boas histórias.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias