Especialistas em psicologia concordam: “Quem prefere ficar longe dos outros em lugares públicos pode estar apenas recarregando a energia emocional”
Escolher um assento distante pode oferecer calma e sensação de controle, mas o comportamento isolado não define personalidade ou transtorno

Em um ônibus, sala de espera ou praça, escolher o assento mais afastado nem sempre significa timidez ou rejeição.
Em alguns casos, a distância cria uma pausa voluntária, reduz estímulos e ajuda a recuperar a calma depois de muita interação.
Essa possibilidade encontra apoio em pesquisas sobre solidão voluntária.
- As datas de nascimento que indicam que a pessoa possui um QI maior que a maioria das pessoas
- Os sobrenomes de origem nobre que indicam que sua família já teve muita riqueza no passado
- Norma proíbe supermercados como Atacadão, Assaí e Carrefour de funcionar sem estes itens fundamentais e obrigatórios
No entanto, nenhum comportamento isolado permite concluir o que a pessoa sente ou qual traço de personalidade possui.
O que mostram os estudos
Os psicólogos vietnamita e norte-americanos, respectivamente, Thuy-vy Nguyen, Richard Ryan e Edward Deci analisaram a solidão como forma de autorregulação afetiva.
Em quatro estudos, 15 minutos a sós reduziram emoções de alta ativação, positivas e negativas; além disso, participantes que escolheram ficar sozinhos relataram mais relaxamento e menos estresse.
Em uma revisão posterior, Nguyen e a pesquisadora norte-americana, Micaela Rodriguez, reforçaram que momentos de solidão podem favorecer calma, descanso e regulação emocional.
Contudo, os resultados dependem da duração, da motivação e dos pensamentos presentes naquele período.
Em outro estudo, a psicóloga norte-americana, Kira Birditt, da Universidade de Michigan, acompanhou 313 adultos com 65 anos ou mais.
A análise encontrou menos emoções negativas durante períodos sem contato social entre pessoas com relações mais conflituosas, o que sugere uma função adaptativa em determinados contextos.
Distância não define personalidade
O psicólogo norte-americano, Frank T. McAndrew, professor emérito do Knox College, explica que as pessoas também buscam segurança e controle sobre os espaços que ocupam.
Assim, sentar longe pode refletir conforto, privacidade ou necessidade de concentração, além de uma pausa emocional.
Porém, “recarregar a energia” é uma expressão informal, não um diagnóstico psicológico.
A mesma escolha pode resultar de barulho, cansaço, preferência pelo assento ou ansiedade; portanto, apenas a própria pessoa pode esclarecer o motivo.
Se o afastamento provocar sofrimento ou limitar relações e atividades cotidianas, vale buscar avaliação profissional.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!







