Aos 59 anos, mulher perde emprego após 30 anos na mesma empresa e decide trabalhar na Antártida, onde mudou completamente de rotina
Uma demissão inesperada abriu caminho para uma experiência profissional completamente diferente do planejado

Aos 59 anos, May Lee viu chegar ao fim uma carreira de mais de três décadas na Hewlett-Packard.
Depois de ser demitida em 2025 e encontrar dificuldades para conseguir outra vaga no setor de tecnologia, ela decidiu seguir por um caminho completamente diferente.
Lee aceitou um trabalho temporário na Antártida e trocou a rotina corporativa do Vale do Silício por caixas, estoques, empilhadeiras e dias de trabalho em uma das regiões mais isoladas do planeta.
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Depois de mais de 30 anos, a carreira mudou completamente
May entrou na HP em 1987, ainda como estagiária de engenharia de software.
Ao longo dos anos, passou por diferentes funções até chegar às áreas de marketing e comunicação.
Ela imaginava continuar na empresa por mais alguns anos, mas uma demissão em 2025 mudou os planos.
Depois de tentar uma recolocação no setor de tecnologia, surgiu a oportunidade de trabalhar como técnica de suprimentos na estação McMurdo.

May Lee decidiu aceitar um trabalho temporário na Antártida depois de deixar uma carreira de mais de três décadas no setor de tecnologia
Rotina passou a começar às 6h30
A diferença apareceu logo nos horários.
Acostumada à flexibilidade dos escritórios do Vale do Silício, Lee passou a seguir uma rotina muito mais rígida.
Ela acordava por volta das 6h30 e começava o expediente às 7h30.
O trabalho seguia até aproximadamente 17h30, de segunda-feira a sábado, deixando apenas o domingo como dia livre.
No depósito, Lee conferia mercadorias, organizava estoques, movimentava caixas e utilizava equipamentos para transportar cargas.
6h30: acordar
7h30: início do trabalho
17h30: fim do expediente
segunda a sábado: rotina de trabalho
domingo: folga

May Lee deixou o trabalho predominantemente administrativo e passou a lidar diariamente com estoques e cargas na estação McMurdo
Sem trânsito e com muito menos tempo no celular
A mudança também apareceu fora do trabalho.
Na estação, boa parte dos deslocamentos é feita a pé e o acesso limitado à internet muda a maneira como os trabalhadores passam o tempo livre.
Em vez de permanecerem constantemente no celular, os funcionários participam de atividades presenciais, encontros, festas, palestras e outros eventos organizados pela própria comunidade.
Lee chegou inclusive a apresentar um programa semanal de rádio dedicado a músicas dos anos 1980.
Veja abaixo como é a rotina de trabalho na estação McMurdo, na Antártida:
A experiência abriu caminho para outro trabalho na Antártida
O que começou como uma mudança temporária acabou abrindo espaço para um novo capítulo profissional.
Depois da temporada como técnica de suprimentos, Lee passou a planejar o retorno a McMurdo em outra função.
Desta vez, a ideia é trabalhar como engenheira de radiodifusão, ficando responsável pelas instalações de televisão e rádio da estação.
Assim, a demissão que encerrou uma carreira de décadas acabou levando Lee para uma rotina que dificilmente imaginaria alguns anos antes.
Depois de passar boa parte da vida profissional dentro de uma grande empresa de tecnologia, ela encontrou na Antártida uma forma completamente diferente de trabalhar e viver.
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