Sara, pedreira de 36 anos na Espanha: “Nenhum trabalho é só para homens, mas para pessoas; eu ganho R$ 6,7 mil”

Hondurenha deixou o trabalho doméstico, aprendeu serviços de construção e hoje diz preferir a rotina nas obras, mesmo com o esforço físico

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
pedreira na Espanha
(Imagem: Ilustração)

Sara tem 36 anos, nasceu em Honduras e trabalha como ajudante de pedreiro na Espanha. Depois de deixar o emprego doméstico, ela encontrou na construção civil uma nova profissão e passou a receber 1.200 euros por mês, o equivalente a cerca de R$ 6,7 mil na conversão usada na pauta.

Com horas extras, no entanto, os ganhos podem chegar a aproximadamente 1.500 euros mensais. Em entrevista ao canal Quique Vasquez Historias de Migrantes, Sara resumiu como enxerga o trabalho: “Nenhum trabalho é para homens, os trabalhos são para as pessoas”.

A mudança de carreira começou depois de sua chegada ao país europeu, em 2019.

Nos primeiros meses na Espanha, Sara trabalhou como empregada doméstica interna.

Ela permaneceu cerca de 11 meses morando na casa de um casal de idosos. Segundo seu relato, a rotina praticamente contínua fez com que procurasse outra alternativa profissional.

Depois disso, começou a conseguir pequenos serviços de pintura em reformas.

Aos poucos, aprendeu outras atividades ligadas à construção e conseguiu uma oportunidade em uma empresa. Atualmente, atua legalmente como ajudante de pedreiro.

Sara trabalha de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, com intervalos durante o expediente.

Entre as atividades estão preparar cimento, abrir espaços em paredes, transportar materiais, retirar entulho e ajudar na organização da obra.

Apesar do esforço físico, ela afirma que prefere a nova rotina. Além disso, destaca que os dias não são sempre iguais. Para Sara, a variedade das tarefas torna o trabalho menos repetitivo.

O salário-base informado por Sara é de 1.200 euros. Porém, a empresa permite que ela faça horas extras. Assim, nos meses em que trabalha mais, pode alcançar aproximadamente 1.500 euros.

A trabalhadora também afirma que a construção paga melhor do que os empregos domésticos que exerceu anteriormente.

A construção civil continua sendo um ambiente predominantemente masculino, e Sara diz já ter enfrentado comentários ligados ao fato de ser mulher.

Segundo ela, algumas pessoas acreditam que mulheres não conseguem desempenhar determinadas tarefas por exigirem força física. Sara, porém, ressalta que capacidade profissional não depende de gênero.

Hoje, a experiência representa uma mudança importante em sua trajetória. Depois de chegar à Espanha e começar no trabalho doméstico, ela encontrou na construção uma profissão que afirma exercer com satisfação.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.

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