Professor de Anápolis é denunciado após enviar mensagens de teor sexual para adolescentes: “posso brincar com você?”
Profissional perguntou se aluna era virgem e insinuou que gostaria de ter relações com ela, além de chamar de "mulherão"
Um professor de Anápolis foi denunciado após supostamente enviar mensagens de teor sexual para alunas adolescentes. O caso teria começado em setembro, mas ainda não teve solução.
Uma fonte, que preferiu não se identificar, relatou ao jornalista Augusto Araújo, do Portal 6, que a situação tem acontecido em um colégio estadual na região Sudeste da cidade, onde ele leciona uma disciplina extracurricular.
As vítimas seriam estudantes do 8º ao 2º ano, com idades aproximadas entre 14 e 17 anos. Elas teriam começado a receber mensagens do professor há algumas semanas, mas ficaram com medo de denunciar.
Segundo os relatos, o profissional reagia a publicações que as alunas curtiam no Instagram e enviava perguntas: “você tem interesse em pessoas mais velhas? Eu daria tudo pra ter um minuto, senhor”, mostra um dos registros.
Em outros, ele indica em que horário vai estar no colégio, pergunta onde a adolescente mora e questiona se o pai dela não tem ciúmes. Ele pergunta: “que mulherão é esse no perfil, é você?” e diz: “estes meninos de hoje, são fracos demais”.
Em um terceiro caso, o professor questiona se pode “brincar” com a estudante e “falar besteira”, e pede que ela “não repare”. Ele pergunta se ela é virgem, diz que gosta de ter a amizade dela e reage quando ela diz que já teve relações sexuais: “gostei, amei, adorei kkkk”.
O homem escreve que a pessoa envolvida “deve ser o mais feliz da vida” e afirma que “pagaria pra ter pelo menos uns minutos com essa chave”. Quando a aluna pergunta se ele está brincando, o professor muda de assunto.
A pessoa ouvida pelo Portal 6 relatou que o caso foi denunciado à Secretaria de Estado da Educação (Seduc), ao Conselho Tutelar e à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Anápolis.
O professor continua dando aulas no colégio. A reportagem buscou a Seduc para saber quais medidas podem ser tomadas, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.
Também procurou a DPCA para apurar se há uma investigação em andamento, mas não houve resposta. O espaço segue aberto.
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