A cidade de Goiás que nasceu por causa do ouro, teve um dos primeiros jornais do estado e conserva ruas do período colonial

Fachadas antigas e caminhos de pedra guardam parte de uma história que começou nas minas e ganhou importância muito além da região

Gustavo de Souza Gustavo de Souza -
A cidade de Goiás que nasceu por causa do ouro, teve um dos primeiros jornais do estado e conserva ruas do período colonial
(Foto: Reprodução/Me Leva Viajar)

Casarões com janelas de madeira, ruas revestidas de pedras e igrejas centenárias fazem parte de uma paisagem que atravessou gerações no interior de Goiás. Entretanto, por trás desse cenário, existe uma história que envolve a exploração mineral, transformações econômicas e até o nascimento da imprensa regional.

O destino conserva características de quase três séculos atrás, quando a busca por riquezas levou exploradores a ocupar diferentes áreas do território goiano.

Trata-se de Pirenópolis, município que surgiu em 1727, inicialmente conhecido como Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte.

Uma cidade que nasceu da exploração do ouro

Segundo a Prefeitura de Pirenópolis, a formação do povoado começou com a chegada de garimpeiros liderados por Manoel Rodrigues Tomás, interessados em descobrir jazidas de ouro.

A mineração impulsionou o crescimento do arraial, sustentado também pelo trabalho de pessoas negras escravizadas e indígenas.

Com o declínio da atividade aurífera, na segunda metade do século XVIII, a economia passou a depender mais da agricultura, da pecuária e do comércio.

O município que ajudou a criar a imprensa goiana

Um dos episódios mais importantes ocorreu em 5 de março de 1830, quando começou a circular o jornal Matutina Meiapontense, considerado o primeiro periódico de Goiás e do Centro-Oeste.

Matutina Meiapontense

Exemplar do jornal Matutina Meiapontense. (Imagem: Reprodução)

Financiado pelo comerciante Joaquim Alves de Oliveira, o jornal publicou 526 edições até maio de 1834.

Além de notícias, suas páginas divulgaram atos oficiais das províncias de Goiás e Mato Grosso.

Atualmente, o Museu da Família Pompeu ocupa o imóvel onde funcionou a tipografia. A visitação exige agendamento prévio e ocorre em grupos.

Ruas preservadas contam parte da história

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reconheceu oficialmente o conjunto histórico de Pirenópolis em 10 de janeiro de 1990.

Entre os destaques está a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, protegida individualmente desde 1941.

Além das construções, tradições como a Festa do Divino Espírito Santo e as Cavalhadas mantêm viva parte da identidade cultural do município.

O nome Pirenópolis foi adotado em 1890, em referência à Serra dos Pireneus, que marca a paisagem da região.

A cidade goiana perto de Goiânia e Anápolis que tem cachoeiras, casarões antigos e rua gastronômica para passar o fim de semana descansando

Casas tradicionais de Pirenópolis. (Foto: Reprodução)

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Gustavo de Souza

Gustavo de Souza

Estudante de jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e repórter do Portal 6.

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