Goiânia vai ganhar fábrica que promete ser pioneira no Brasil e tem investimento de mais de R$ 10 milhões

Empreendimento será especializado na produção de embalagens térmicas para delivery e tem previsão de começar a funcionar em novembro

Lara Duarte Lara Duarte -
Goiânia vai ganhar fábrica que promete ser pioneira no Brasil e tem investimento de mais de R$ 10 milhões
Samuel Barros, Paulo Maurício Fernandes, Aline Gabriela Fernandes, Luís Fernando Oliveira e Roberto Lisboa, idealizadores da Bag In. (Foto: Divulgação)

Goiânia vai receber uma fábrica inédita no Brasil, especializada na produção de embalagens térmicas e reutilizáveis para delivery. O empreendimento, batizado de Bagin, recebeu investimento inicial superior a R$ 10 milhões e tem previsão de começar a funcionar em novembro.

A iniciativa surgiu após os empresários Luís Fernando e Roberto Lisboa identificarem uma dificuldade enfrentada por restaurantes e estabelecimentos que trabalham com entregas: manter a temperatura e a qualidade dos alimentos até a chegada ao consumidor.

Para desenvolver o projeto, os sócios chegaram a viajar à China, onde conheceram tecnologias utilizadas na fabricação de sacolas térmicas. Segundo eles, o objetivo era trazer ao Brasil uma solução que ainda dependia de produtos importados.

“Vimos que não havia produção desse tipo de embalagem no Brasil. Além disso, para os restaurantes, nem sempre era viável importá-las com a marca personalizada”, explicou Roberto Lisboa.

A nova indústria utilizará maquinário importado da China, mas contará com tecnologia própria de impressão, desenvolvida para permitir que restaurantes, franquias e empresas de delivery personalizem as embalagens com suas marcas.

A proposta é oferecer essa possibilidade a partir de pedidos de 3 mil unidades, quantidade que, segundo os empresários, torna o serviço mais acessível para estabelecimentos de diferentes portes.

Modelo de embalagem térmica e reutilizável da Bagin, que prevê iniciar operações em Goiânia em novembro. (Foto: Divulgação)

Mercado bilionário

O investimento acompanha o crescimento do setor de entregas de alimentos no país. Segundo dados do Statista Market Forecast apresentados pela empresa, o Brasil é o quarto maior mercado mundial de delivery de comida, com faturamento de US$ 21 bilhões em 2025.

A projeção é que o segmento movimente US$ 29,5 bilhões até 2030, impulsionado pelo hábito de pedir refeições em casa, que ganhou força especialmente após a pandemia.

Para Luís Fernando, CEO da Bagin, um dos principais desafios dos estabelecimentos é garantir que os alimentos cheguem ao consumidor nas mesmas condições em que saíram da cozinha.

“Manter a qualidade virou o grande desafio do segmento. As embalagens de papel podem rasgar com o peso, a umidade e a gordura. Nem mesmo as de papelão conseguem reter a temperatura por muito tempo”, destacou.

Além da fabricação das embalagens, o empreendimento contará com a participação da agência OPIS Publicidade e Negócios, que passa a integrar a sociedade com a proposta de oferecer serviços voltados ao desenvolvimento de empresas do setor alimentício.

Entre as iniciativas previstas estão uma plataforma de capacitação online, um podcast com histórias de empreendedores e grupos de relacionamento para troca de experiências entre os estabelecimentos.

A fábrica também pretende lançar um sistema de cashback para incentivar consumidores a publicarem fotos das sacolas personalizadas nas redes sociais, ampliando a divulgação das marcas.

Anunciada oficialmente no último dia 05 de outubro, a Bagin terá sede em Goiânia e pretende atender clientes de todo o território nacional.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.

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