A cidade de Goiás que tem ruas de pedra, casarões de quase 300 anos e já foi chamada de Paris-nópolis
Fundada em 1727, Pirenópolis reúne arquitetura colonial, igrejas centenárias e uma curiosidade pouco conhecida sobre suas ruas de pedra

Caminhar pelo centro de Pirenópolis significa passar por ruas estreitas, casarões coloniais e construções que ajudam a contar quase três séculos de história goiana.
Fundada em 1727 como um arraial ligado à exploração do ouro, a cidade se aproxima dos 300 anos preservando parte importante de sua formação original.
A antiga Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte cresceu ao redor da Igreja Matriz.
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Algumas construções remontam ao século XVIII: as obras da Matriz começaram entre 1728 e 1732, enquanto as igrejas do Bonfim e do Carmo surgiram por volta de 1750.
Há, porém, uma curiosidade: embora os casarões sejam coloniais, boa parte do característico calçamento de pedras é bem mais recente.

(Foto: Reprodução)
O Inventário da Goiás Turismo informa que ele foi implantado principalmente na década de 1960, aproveitando restos da exploração das pedreiras de quartzito da região.
O nome Pirenópolis surgiu oficialmente em 1890 como referência à Serra dos Pireneus, cujo nome remete à cadeia de montanhas entre França e Espanha.
Já o portal oficial de turismo registra que a cidade recebeu apelidos como “Capital da Prata”, “Atenas de Goiás”, “Berço da Imprensa Goiana” e o curioso “Paris-nópolis”.
Outro marco veio no fim dos anos 1980, quando o conjunto histórico entrou no processo de proteção federal pelo patrimônio cultural. Documentação do Iphan registra a homologação do tombamento entre 1988 e 1989.
Além da arquitetura, Pirenópolis também reúne cachoeiras, serras e áreas preservadas do Cerrado, tornando possível combinar história e natureza na mesma viagem.
Para conhecer melhor o centro histórico, as cachoeiras e a arquitetura da cidade, o vídeo abaixo percorre Pirenópolis durante três dias:
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