Honda Biz ou Pop 110i: qual é a melhor moto para o trabalhador que busca economia e pouca manutenção no dia a dia

As duas são econômicas e simples de usar, mas preço, espaço para bagagem e força do motor podem mudar completamente a esco

Rebeca Ferreira Rebeca Ferreira -
Honda Biz ou Pop 110i
(Foto: Reprodução)

Para quem depende da moto para ir ao trabalho todos os dias, alguns reais economizados no combustível ou uma manutenção mais simples podem fazer diferença no orçamento no fim do mês. Nesse cenário, Honda Pop 110i e Biz 125 aparecem naturalmente entre as opções mais procuradas.

À primeira vista, elas cumprem funções muito parecidas. As duas são leves, econômicas e usam câmbio semiautomático, sem manete de embreagem. Mas, quando a rotina entra na comparação, algumas diferenças começam a pesar bastante.

Pop 110i custa menos para colocar na garagem

Na linha 2027, a Pop 110i ES parte de R$ 10.588, enquanto a Biz 125 ES começa em R$ 13.505, considerando os preços sugeridos pela fabricante sem frete. São R$ 2.917 de diferença.

Para o trabalhador cuja prioridade é gastar o mínimo possível para comprar uma moto nova, a Pop leva vantagem clara.

Ela também pesa apenas 88 kg, contra 96 kg da Biz, o que facilita manobras, estacionamento e deslocamentos no trânsito. Seu motor de 109,5 cilindradas entrega 8,4 cv, potência suficiente principalmente para trajetos urbanos.

Biz oferece mais praticidade durante o trabalho

A Biz 125 custa mais, mas entrega algumas comodidades que podem justificar a diferença para quem passa bastante tempo fora de casa.

Existe um compartimento embaixo do banco capaz de guardar um capacete, além de porta-objetos frontal, gancho para sacolas ou mochila e tomada USB-C. Para quem leva marmita, capa de chuva ou pequenos objetos diariamente, esse espaço pode eliminar a necessidade de instalar um baú imediatamente.

Seu motor também é um pouco mais forte: são 9,53 cv. Essa diferença aparece principalmente ao enfrentar subidas, transportar passageiro ou circular por avenidas onde é necessário acompanhar um trânsito mais rápido.

A versão EX ainda permite abastecer com gasolina ou etanol, enquanto a ES e a Pop utilizam gasolina.

As duas gastam pouco combustível

Não existe um número de consumo que possa ser garantido para todos, porque peso transportado, trânsito, calibragem dos pneus e maneira de acelerar alteram bastante o resultado.

Testes publicados com as duas motos, entretanto, mostram médias próximas ou superiores à casa dos 50 km por litro em determinadas condições. Na prática, ambas estão entre as alternativas voltadas para quem pretende reduzir o gasto diário com combustível.

A Biz possui tanque de 5 litros, enquanto a Pop leva 4,2 litros.

Manutenção não cria uma diferença enorme

Quem procura pouca manutenção encontra propostas semelhantes.

As duas possuem motores simples, arrefecidos a ar e com injeção eletrônica. A primeira revisão é prevista aos 1.000 km, e o plano segue intervalos periódicos definidos pela fabricante.

Tanto Pop quanto Biz também contam com três anos de garantia sem limite de quilometragem e óleo gratuito em sete revisões, sendo o fornecimento do óleo válido a partir da terceira.

As versões 2027 ainda utilizam rodas de liga leve e pneus sem câmara, que podem facilitar o reparo em caso de pequenos furos.

Pop ou Biz: qual faz mais sentido?

Para quem quer gastar o mínimo na compra, rodar principalmente sozinho e ter uma moto leve para trajetos urbanos, a Pop 110i tende a fazer mais sentido.

Já a Biz 125 se encaixa melhor em quem aceita pagar mais em troca de espaço para guardar objetos, tanque maior e um pouco mais de força, especialmente para quem leva passageiro, encara subidas ou passa muitas horas na rua.

Não existe, portanto, uma vencedora para todas as rotinas. A Pop prioriza simplicidade e preço baixo. A Biz cobra mais, mas transforma esse valor adicional em praticidade que pode ser bastante útil justamente para quem usa a moto todos os dias para trabalhar.

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Rebeca Ferreira

Rebeca Ferreira

Estudante de Publicidade e Propaganda na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde setembro de 2026.

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