Mabel amplia força política com eleição de aliado para presidência da Câmara, deputados na Alego e derrota de adversários
Prefeito de Goiânia acumula resultados favoráveis nas articulações políticas e vê novo cenário se desenhar para os dois últimos anos de mandato

O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel (UB), chega à segunda metade do mandato com um novo cenário político pela frente. Neste sábado (10), conseguiu emplacar um aliado na presidência da Câmara Municipal, resultado que se soma à eleição de dois integrantes de seu grupo para a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e à derrota de adversários nas urnas.
A conquista mais recente foi a eleição de Thialu Guiotti (Avante), escolhido por unanimidade pelos 37 vereadores para comandar o Legislativo municipal durante o biênio 2027-2028.
A vitória aconteceu após uma semana de articulações. Com apoio declarado de Mabel e respaldo do Paço Municipal, Thialu conseguiu reunir diferentes grupos políticos em torno de uma chapa única.
Inicialmente, Ronilson Reis (SD) também disputava o posto, mas perdeu apoio ao longo das negociações.
O resultado coloca um aliado do prefeito no comando da Câmara justamente nos dois últimos anos da atual administração, período em que projetos municipais e articulações políticas para 2028 estarão em discussão.
Aliados eleitos para a Alego
A movimentação na Câmara ocorre menos de uma semana depois de outros dois resultados importantes para o grupo político de Mabel.
Nas eleições do último domingo (04), Wellington Bessa (Mobiliza), atual líder do governo municipal na Câmara, e Lucas Kitão (Mobiliza), ex-secretário da Prefeitura, conquistaram vagas na Assembleia Legislativa.
Bessa recebeu 23.413 votos, enquanto Kitão somou 22.731.
A partir de fevereiro de 2027, os dois passarão a atuar no Legislativo estadual, ampliando os canais de interlocução do grupo político do prefeito em discussões que envolvam os interesses de Goiânia.
Adversários derrotados nas urnas
Enquanto aliados conquistaram novos espaços, políticos que fazem oposição ou críticas à administração municipal não conseguiram se eleger.
Entre eles está Clécio Alves (PSD), que tentou permanecer na Assembleia Legislativa, mas não obteve votos suficientes para garantir a reeleição.
Delegado Waldir (UB) e Igor Franco (Podemos), que disputaram vagas na Câmara dos Deputados, também ficaram de fora.
Os resultados mudam a configuração da representação parlamentar desses nomes a partir de 2027, embora não signifiquem o encerramento de suas atuações políticas.
De olho em 2028
A nova configuração oferece a Mabel condições diferentes para a segunda metade do mandato.
Com Thialu à frente da Câmara e dois aliados na Assembleia Legislativa, o prefeito passa a contar com interlocutores em posições importantes dos legislativos municipal e estadual.
Isso não significa, porém, que a unanimidade registrada na eleição da Mesa Diretora represente apoio automático de todos os vereadores aos projetos da Prefeitura.
O cenário também ganha importância diante das eleições municipais de 2028, quando estarão em jogo a sucessão na Prefeitura e a renovação da Câmara.
Até lá, o peso político dessas articulações dependerá tanto da manutenção das alianças quanto dos resultados apresentados pela administração municipal e da avaliação dos eleitores.
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