Ucrânia diz não aos helicópteros Eurocopter Tiger australianos por custos e dificuldades para manter a frota
Transferência seria gratuita, mas exigiria estrutura de treinamento, peças e autorização para equipamentos americanos

A Ucrânia desistiu de receber 22 helicópteros de ataque Tiger que a Austrália retirou de operação. Embora a transferência fosse gratuita, os custos para manter as aeronaves voando e as dificuldades de suporte pesaram contra a incorporação.
O embaixador ucraniano na Austrália, Vasyl Myroshnychenko, confirmou a decisão ao Militarnyi. O pedido começou em 2024, passou por uma análise mais aprofundada em 2025 e foi retirado no início de 2026.
Para operar o modelo, a Ucrânia precisaria organizar treinamento, estoque de peças e uma estrutura própria de manutenção. A avaliação também considerou o estado das aeronaves australianas e o custo de cada hora de voo.
Outro obstáculo envolve equipamentos de origem americana instalados nos helicópteros. A transferência desses sistemas depende de autorização dos Estados Unidos, conforme as regras de exportação de material de defesa.
A retirada dos componentes poderia reduzir a capacidade de combate dos Tiger, o que acrescentaria uma limitação ao uso das aeronaves.
A Austrália está substituindo o modelo por 29 helicópteros AH-64E Apache Guardian, da Boeing. Os primeiros chegaram em 2025, e as entregas seguintes fazem parte da renovação da frota de ataque.
Os Tiger entraram em serviço no país a partir de 2004. Ao longo da operação, enfrentaram dificuldades de disponibilidade, manutenção cara e atrasos no suporte. O encerramento dos voos ocorreu em setembro.
Com a aposentadoria australiana, França, Alemanha e Espanha permanecem entre os operadores da família Tiger. A redução do número de usuários também entrou na avaliação ucraniana sobre o apoio necessário para sustentar a frota.
Para Kiev, receber os equipamentos representaria assumir despesas e uma nova estrutura logística durante a guerra, mesmo sem pagar pela transferência.
O destino definitivo das 22 aeronaves ainda não havia sido detalhado pela Austrália quando a retirada de serviço foi anunciada.
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