Antes de colocar o piso novo, este cuidado com o contrapiso evita peças soltas e reparo meses depois
Etapa feita antes da argamassa costuma passar despercebida, mas pode determinar se o revestimento permanecerá firme por anos ou dará problema cedo

Escolher um piso de cerâmica ou um porcelanato bonito não garante que o revestimento continuará firme depois da reforma. Uma parte decisiva do trabalho acontece antes mesmo de a primeira peça ser assentada.
O cuidado está na preparação do contrapiso, que precisa oferecer uma base resistente e adequada para a argamassa colante.
Quando essa superfície apresenta pó, partes soltas, desníveis excessivos, fissuras ou umidade, a aderência pode ficar comprometida. O problema muitas vezes só aparece meses depois, quando surgem peças ocas, trincadas ou começando a se desprender.
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Superfície precisa estar firme e limpa
Antes de receber o revestimento, o contrapiso deve passar por uma inspeção.
Poeira, restos de tinta, óleo, gordura, resíduos de cimento e outras substâncias podem criar uma barreira entre a base e a argamassa.
Por isso, simplesmente varrer rapidamente e começar a instalação pode não ser suficiente.
Também é preciso verificar se existem trechos esfarelando ou com pouca resistência. Quando a própria base está solta, a argamassa pode aderir ao contrapiso, mas todo o conjunto acaba se desprendendo junto.
Nivelamento faz diferença
Ondulações e irregularidades também merecem atenção.
O contrapiso precisa apresentar planeza compatível com o revestimento e respeitar os caimentos previstos, especialmente em banheiros, varandas, áreas de serviço e locais com ralo.
Tentar corrigir grandes diferenças usando somente uma camada mais grossa de argamassa colante pode gerar falhas.
O adequado é fazer as correções necessárias na base antes de iniciar o assentamento.
Contrapiso novo precisa curar
Outro erro comum é instalar o revestimento cedo demais.
Produtos à base de cimento continuam sofrendo retrações durante o processo de cura. Se as peças forem assentadas antes da estabilização adequada, essas movimentações podem contribuir para fissuras e perda de aderência.
Orientações técnicas de fabricantes indicam, de maneira geral, cura mínima de 14 dias para contrapisos, embora o prazo e as condições devam seguir as especificações do sistema utilizado.
Para bases de concreto, o período recomendado pode ser maior.
Umidade não deve ser ignorada
O contrapiso também precisa estar em condições adequadas de umidade.
Infiltrações, umidade ascendente do solo ou água retida na base podem prejudicar revestimentos e provocar manifestações posteriores.
Em áreas sujeitas à umidade, pode ser necessário executar impermeabilização antes do assentamento.
Por isso, descobrir a origem de uma mancha úmida antes de cobri-la é muito mais barato do que retirar o revestimento pronto alguns meses depois.
Fissuras precisam ser avaliadas
Encontrar uma pequena rachadura e simplesmente cobri-la com argamassa também pode criar problema.
Primeiro é necessário entender se a fissura está estabilizada ou se continua se movimentando.
Quando existe movimentação da base, a abertura pode se refletir no revestimento colocado por cima.
Dependendo da causa e da dimensão, o reparo pode exigir solução específica antes da instalação.
Argamassa correta completa o serviço
Mesmo um contrapiso bem preparado pode apresentar problema se a argamassa escolhida não for adequada ao tipo de revestimento e ao ambiente.
Porcelanato, cerâmica, áreas externas, peças grandes e aplicações especiais podem exigir produtos diferentes.
Além disso, a aplicação precisa seguir quantidade de água, tempo de uso, desempenadeira e técnica indicados pelo fabricante.
Em determinadas dimensões de placas, também pode ser necessária aplicação de argamassa tanto na base quanto no verso da peça para garantir cobertura adequada.
O problema pode aparecer só depois
Uma instalação mal executada nem sempre apresenta defeito imediatamente.
Nas primeiras semanas, o acabamento pode parecer perfeito.
Com o tráfego, mudanças de temperatura, umidade e movimentações naturais da estrutura, porém, falhas de aderência começam a ficar mais evidentes.
É quando aparecem o som oco ao bater sobre determinadas peças, trincas no revestimento ou até desprendimentos.
Por isso, antes de colocar o acabamento novo, conferir se o contrapiso está firme, regularizado, limpo, curado e sem problemas de umidade é um cuidado simples que pode evitar quebradeira e gasto com reparos meses depois.
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