Barragem construída em Goiás deu origem a um lago de 1.784 quilômetros quadrados que pode armazenar 54,4 bilhões de metros cúbicos de água

Estrutura impressiona pelas dimensões e desempenha um papel importante no abastecimento energético e na gestão dos recursos hídricos do país

Lara Duarte Lara Duarte -
barragem construída em Goiás
Barragem da hidrelétrica de Serra da Mesa. (Foto: Rui Faquini/Banco de Imagens ANA)

Uma barragem construída em Goiás deu origem a um lago artificial de proporções impressionantes, com capacidade para armazenar bilhões de metros cúbicos de água.

Além de transformar a paisagem, a estrutura passou a desempenhar um papel estratégico na produção de energia elétrica brasileira.

Trata-se da Usina Hidrelétrica de Serra da Mesa, localizada no rio Tocantins, no município de Minaçu, na região Norte de Goiás.
Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o reservatório ocupa uma área de aproximadamente 1.784 quilômetros quadrados e possui capacidade total de armazenamento de 54,4 bilhões de metros cúbicos de água.

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Para dimensionar esse volume, a quantidade equivale a aproximadamente 21,7 milhões de piscinas olímpicas de 2,5 milhões de litros cada.

Além disso, Serra da Mesa possui o maior reservatório brasileiro em volume de água, segundo os dados divulgados pela ANA.

Lago também é fundamental para a produção de energia

A usina conta com capacidade instalada de 1.275 megawatts (MW) e integra o sistema de geração e transmissão de energia elétrica do país.

Entretanto, sua importância não se limita à eletricidade. O reservatório também permite regular a vazão do rio Tocantins, contribuindo para o gerenciamento da água ao longo da bacia hidrográfica.

Em períodos de estiagem, por exemplo, o armazenamento ajuda a administrar a disponibilidade hídrica. Já durante a estação chuvosa, os operadores acompanham os níveis e as vazões para definir as condições de funcionamento.

Em 2020, a ANA autorizou temporariamente a redução da vazão mínima liberada pela hidrelétrica, de 300 para 100 metros cúbicos por segundo, entre fevereiro e maio daquele ano.

A medida buscava aumentar o armazenamento de água nas cabeceiras da bacia. Posteriormente, a usina retomou a vazão mínima de 300 metros cúbicos por segundo em 1º de junho de 2020.

Na ocasião, o reservatório alcançou 37,18% de seu volume útil em 26 de maio, percentual superior aos 22,79% registrados no mesmo período do ano anterior.

Os dados mostram como o funcionamento da barragem depende tanto das condições climáticas quanto das decisões de gestão dos recursos hídricos.

Assim, o lago de Serra da Mesa representa uma das maiores obras de infraestrutura hídrica do Brasil, reunindo dimensões impressionantes e importância para o sistema elétrico nacional.

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Lara Duarte

Lara Duarte

Jornalista e pós-graduanda em Ciência Política, com atuação em jornal impresso, assessoria de comunicação e produção, reunindo experiência em diferentes frentes da comunicação.