Há 5.800 anos, moradores usaram 6 mil estacas de madeira para construir uma passagem de quase 2 quilômetros sobre um pântano

Estrutura pré-histórica revela como comunidades antigas enfrentavam terrenos alagados e desenvolviam soluções para atravessar áreas difíceis

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
passagem de quase 2 quilômetros
(Imagem: Ilustração)

Há cerca de 5.800 anos, moradores de uma comunidade pré-histórica utilizaram aproximadamente 6 mil estacas de madeira para construir uma passagem de quase 2 quilômetros sobre um pântano. A estrutura revela como populações antigas já desenvolviam soluções para atravessar terrenos instáveis.

A construção exigia planejamento e conhecimento das características do ambiente. Afinal, em áreas alagadas, o solo encharcado dificulta a circulação e pode tornar o deslocamento perigoso.

Para enfrentar esse obstáculo, os moradores recorreram à madeira, material que permitia criar uma superfície de passagem sobre o terreno úmido.

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Além disso, a quantidade de estacas chama a atenção para o esforço coletivo necessário à execução de uma obra desse porte, em uma época muito anterior ao desenvolvimento das máquinas modernas.

A passagem ficou conhecida como Sweet Track e foi construída na região de Somerset, no sudoeste da Inglaterra, durante o período Neolítico.

Pesquisas arqueológicas identificaram que a estrutura ligava uma área de terreno firme à antiga ilha de Westhay, permitindo atravessar uma extensa região de vegetação e solo encharcado.

Como os moradores construíram a passagem?

Os construtores posicionaram peças de madeira sobre o solo úmido e fixaram estacas inclinadas para sustentar as tábuas utilizadas na travessia.

Entre as espécies empregadas estavam carvalho, freixo, aveleira e amieiro. Além disso, os materiais eram preparados em terreno seco antes de serem transportados até o pântano.

A análise dos anéis de crescimento das árvores permitiu determinar que a construção ocorreu por volta de 3807 a.C. Também foram identificados indícios de reparos realizados nos anos seguintes.

A passagem recebeu esse nome em homenagem a Ray Sweet, trabalhador que encontrou vestígios da estrutura em 1973.

Além das madeiras, os arqueólogos descobriram objetos como ferramentas de pedra, peças de cerâmica e um machado de jadeíta proveniente dos Alpes.

Esses materiais ajudam a compreender aspectos da vida e das relações entre comunidades daquele período.

A preservação dos vestígios ocorreu graças às condições do terreno encharcado, que dificultaram a decomposição da madeira durante milhares de anos.

Atualmente, especialistas acompanham os riscos que as mudanças nas condições ambientais representam para o sítio arqueológico.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.