Cláudia Marçal, dermatologista há 20 anos: “Passar protetor solar de manhã não garante proteção até o fim do dia; a reaplicação depende da exposição e do produto”

Reaplicação do protetor varia com exposição, suor, água e resistência do produto; passar pela manhã não protege o dia inteiro

Angelina de Paula Angelina de Paula -
começa a usar protetor solar, mais a pele demora a envelhecer
(Foto: Reprodução/Magnific)

Aplicar protetor solar antes de sair de casa é um dos cuidados básicos com a pele, mas a camada colocada pela manhã não deve ser considerada suficiente para qualquer situação até o fim do dia.

Suor, água, toalhas e atrito podem retirar parte do produto e reduzir a proteção.

A dermatologista paulista Cláudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology (AAD), recomenda reaplicação a cada duas horas durante atividades em ambientes externos.

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Em locais fechados, ela cita intervalos maiores, de aproximadamente quatro horas, dependendo da rotina.

A orientação oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também mostra que não existe uma regra baseada apenas no relógio.

O rótulo deve orientar nova aplicação depois de sudorese intensa, banho, natação ou uso de toalha e durante a exposição solar.

Quando o fabricante informa um intervalo diferente, precisa comprovar essa duração.

Além disso, produtos resistentes à água não oferecem proteção ilimitada. A AAD explica que essa resistência costuma ser testada para 40 ou 80 minutos na água.

Depois disso, é necessário reaplicar.

Mesmo um FPS elevado não elimina essa necessidade. Ao ar livre, a academia norte-americana recomenda uma nova camada aproximadamente a cada duas horas e imediatamente depois de nadar ou transpirar intensamente.

A quantidade aplicada também interfere no resultado.

A Anvisa alerta que usar menos produto do que o necessário reduz significativamente o nível de proteção indicado na embalagem.

Por isso, a rotina deve considerar onde a pessoa ficará, quanto tempo permanecerá exposta e as instruções do próprio protetor.

Pessoas com melasma, doenças dermatológicas ou maior sensibilidade ao sol podem precisar de orientação individualizada.

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Angelina de Paula

Angelina de Paula

Estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Goiás (UFG) e estagiária do Portal 6. Atua na equipe desde setembro de 2026.

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