Família decide viajar de avião com cachorro de pequeno porte e descobre que precisa cumprir uma série de exigências antes do embarque

Saiba quem define limites, caixa, preço e vagas no avião para pets; passagem do tutor não garante a do animal

Layne Brito Layne Brito -
Família decide viajar de avião com cachorro de pequeno porte e descobre que precisa cumprir uma série de exigências antes do embarque
(Imagem: Reprodução)

As passagens de avião para Salvador estavam compradas havia dois meses quando Cláudia Alcântara, 41, resolveu ler as regras da companhia aérea.

A viagem era de férias, com o marido, Paulo, e os dois filhos. Faltava combinar o que fazer com Bolinha, um spitz alemão de 4 quilos que nunca ficou longe da família. “Eu achava que era só colocar na bolsa e levar”, diz.

Não era. Em duas semanas de telefonemas e consultas, a família descobriu que o cachorro precisava de reserva própria, caixa com medidas específicas, vacina antirrábica em dia e atestado de veterinário emitido perto da data do voo.

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“A passagem das quatro pessoas estava confirmada, mas o Bolinha não estava em lugar nenhum”, conta Cláudia.

O que a lei e as companhias exigem

A Portaria 12.307/2023 da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) permite que as empresas ofereçam o transporte de animais na cabine ou no porão, mas não fixa um peso máximo nacional nem obriga ninguém a aceitar o pet.

A companhia precisa informar com clareza, antes da compra, o que oferece, quanto cobra e como é o procedimento.

Para cães e gatos em voo nacional, o Ministério da Agricultura não exige a Guia de Trânsito Animal. O que se pede é atestado sanitário de veterinário inscrito no conselho regional da categoria e comprovante de vacina antirrábica válido.

Algumas empresas fixam prazos: a Azul, por exemplo, exige atestado emitido em até 10 dias antes da viagem.

Peso, caixa e preço variam por empresa

Na GOL, o serviço de cabine aceita animal e caixa somando até 12 quilos e custa R$ 200 por trecho, ou R$ 250 se contratado com menos de 48 horas de antecedência.

Na Azul, o limite é de 10 quilos, a caixa pode ter até 20 cm de altura, 31,5 cm de largura e 43 cm de comprimento, e a tarifa é de R$ 300 por trecho no Brasil e na América do Sul; o serviço não vale em voos de parceiras e há no máximo três pets por voo.

A LATAM aceita caixa rígida de até 36 × 33 × 19 cm ou bolsa flexível de até 40 × 28 × 25 cm, apenas em voos operados por ela, e não aceita animal sedado.

O limite vale para o conjunto animal mais caixa e é aplicado à risca. Em julho de 2026, a Justiça do Acre manteve a negativa de embarque a uma passageira cujo cachorro pesava 11,5 quilos, acima do limite de 10 quilos da companhia.

A família Alcântara pesou Bolinha dentro da caixa (5,6 quilos), reservou o serviço antes de fechar a volta, levou os documentos em uma pasta e chegou ao aeroporto com folga. “Deu tudo certo, mas foi trabalhoso”, resume Cláudia.

A dica de quem passou por isso é confirmar, antes de comprar a passagem, se a companhia e o voo aceitam o animal, reservar o serviço do pet e treinar o cão na caixa nas semanas anteriores.

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Layne Brito

Layne Brito

Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.