Mulher que matou marido em Anápolis relata histórico de agressões e diz que já foi trabalhar com marcas no rosto
Maria Aldaci da Silva afirmou à polícia que episódios de violência aconteciam principalmente quando o companheiro consumia bebidas alcoólicas

A mulher que matou o marido com golpes de faca em Anápolis, na madrugada desta sexta-feira (16), relatou à Polícia Militar (PM) que já havia sido agredida por ele em outras ocasiões e que chegou a comparecer ao trabalho com marcas de violência no rosto.
Identificada como Maria Aldaci da Silva, de 45 anos, ela contou que as agressões aconteciam principalmente quando o companheiro, Joelson Ancelma Pinto, de 27 anos, consumia bebidas alcoólicas.
O Portal 6 apurou que, na noite do crime, os dois haviam ingerido bebidas alcoólicas quando começaram a discutir, após Maria manifestar o desejo de terminar o relacionamento e pedir que o marido deixasse a residência, no Residencial Morada Nova.
Segundo o relato dela, Joelson não aceitou a separação e teria ameaçado matá-la. Em seguida, ainda conforme a versão apresentada pela mulher, ele bateu a cabeça dela contra a parede, desferiu golpes em seu rosto e chegou a atacá-la com uma faca.
Maria afirmou que tentou se esconder em um cômodo da casa, mas o companheiro arrombou a porta e continuou as agressões.
Em um vídeo registrado após o ocorrido, ela apontou marcas pelo corpo e atribuiu os ferimentos ao marido.
“Aqui na minha cara foi ele que bateu. Isso aqui, eu não posso mexer o braço, foi ele também. Arrebentou a porta aqui de casa. Foi ele”, declarou.
Ainda conforme o depoimento, foi durante a sequência de agressões que Maria conseguiu pegar uma faca e atingir o companheiro. Aos policiais, ela admitiu ter desferido os golpes, mas alegou que agiu para defender a própria vida.
Joelson foi encontrado morto dentro da residência, com uma perfuração na parte superior do peito, próxima ao mamilo direito.
Após o ocorrido, Maria foi encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames, enquanto a faca utilizada no episódio foi apreendida para análise pericial.
Caberá ao Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil (PC) de Anápolis esclarecer a dinâmica do ocorrido, verificar as circunstâncias relatadas pela mulher e apurar se houve legítima defesa.
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