Pescadores capturam 440 peixes-leão, espécie invasora e venenosa, no litoral de Porto Seguro

Espécie invasora não possui predadores naturais no Atlântico e preocupa especialistas pelo risco à biodiversidade, à pesca e ao turismo

Gabriel Yuri Souto Gabriel Yuri Souto -
Pescadores capturam 440 peixes-leão, espécie invasora e venenosa, no litoral de Porto Seguro
(Foto: Reprodução)

Uma operação para conter o avanço do peixe-leão, espécie invasora e venenosa que ameaça a biodiversidade marinha brasileira, resultou na captura de 440 exemplares no litoral de Porto Seguro, na Bahia.

Os animais foram retirados do mar desde a segunda quinzena de setembro, como parte de um plano municipal que oferece R$ 10 aos pescadores por cada peixe capturado.

Dos 440 exemplares recolhidos, 430 foram encaminhados congelados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão analisados por pesquisadores.

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Pescadores capturam 440 peixes-leão, espécie invasora e venenosa, no litoral de Porto Seguro

(Foto: Reprodução)

A preocupação das autoridades aumentou depois que a presença do peixe-leão foi confirmada também no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, uma das principais áreas de preservação marinha do país.

Por que o peixe-leão preocupa?

Pescadores capturam 440 peixes-leão, espécie invasora e venenosa, no litoral de Porto Seguro

(Foto: Reprodução)

Originário dos oceanos Índico e Pacífico, o peixe-leão não possui predadores naturais conhecidos capazes de controlar sua população no Atlântico.

Além de se reproduzir rapidamente, alimenta-se de peixes pequenos e crustáceos, podendo provocar desequilíbrios ambientais e prejudicar atividades econômicas, como a pesca e o turismo.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente da Bahia, a espécie já foi registrada em dez municípios do estado, desde o Litoral Norte até o Extremo Sul.

O animal pode atingir 47 centímetros de comprimento e possui 18 espinhos venenosos. Suas listras avermelhadas e brancas, além das nadadeiras longas, ajudam na identificação.

Apesar do veneno presente nos espinhos, sua carne pode ser consumida quando preparada adequadamente. O consumo cru, porém, não é recomendado.

As autoridades orientam que a população não tente capturar ou manusear os animais. Os registros devem ser comunicados aos órgãos ambientais, já que o manejo exige profissionais capacitados.

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Gabriel Yuri Souto

Gabriel Yuri Souto

Formado em Marketing, é especialista em SEO e estratégias de crescimento de audiência. Atua na produção de conteúdo digital, com foco em posicionamento nos mecanismos de busca, análise de desempenho e desenvolvimento de pautas orientadas por dados.