Preso, dono da Euro Car admitiu em depoimento que atrasava pagamentos por carros vendidos e disse que faltava dinheiro para quitar os valores
Em depoimento, empresário teria afirmado que "o ano tem sido desafiador", ao justificar supostas irregularidades

O dono da Euro Car, Wilson Breno Silva Alves, admitiu em depoimento à Polícia Civil (PC) que atrasava os pagamentos aos proprietários de carros vendidos por intermédio da loja em Anápolis.
Segundo o empresário, de 33 anos, em algumas ocasiões a empresa chegava à data combinada sem dispor do dinheiro necessário para quitar o valor integral.
O Portal 6 teve acesso ao depoimento, prestado após a prisão em flagrante por suspeita de estelionato, na sexta-feira (16). Clientes denunciaram vendas sem o repasse do restante do pagamento aos antigos donos, além de compras de veículos que não foram entregues.
Acompanhado de advogado, Wilson Breno foi questionado sobre pessoas que deixaram automóveis no estabelecimento e reclamaram que os carros haviam sido repassados a terceiros sem o devido pagamento.
O empresário afirmou que as negociações estavam documentadas em contratos e que houve pagamento de sinal. Ao confirmar os atrasos, explicou que fazia repasses parciais quando a loja não tinha o dinheiro integral disponível, até quitar os valores devidos.
Prazo vencido
Sobre uma das negociações, Wilson Breno contou que havia firmado um contrato com sinal de R$ 5 mil e prazo de 15 dias para concluir o pagamento. A justificativa para esse intervalo seriam os procedimentos bancários envolvidos na venda.
Conforme a versão apresentada pelo dono da Euro Car, o prazo havia vencido no dia anterior ao atendimento policial, e o acerto estava previsto para a sexta-feira (16).
O empresário também afirmou que o ano tem sido desafiador. Questionado sobre os veículos envolvidos nas reclamações, mencionou modelos como Nissan Kicks, Nissan Frontier, Chevrolet Onix e Jeep Compass. Disse conhecer as pessoas envolvidas, mas não se lembrar de todos os automóveis de memória.
Durante o interrogatório, Wilson Breno inicialmente mencionou mais de 20 vítimas e depois corrigiu a informação para sete.
O delegado Rafhael Neris Barboza ratificou a prisão em flagrante por estelionato e registrou que outras denúncias semelhantes já estavam em apuração. A audiência de custódia foi marcada para este sábado (17), às 16h45.
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