Primeira-dama da Colômbia arrecada US$ 17 milhões para vítimas de terremoto, mas dinheiro ainda não foi usado
Fundação afirma que reservou os recursos para reconstrução de escolas e hospitais, enquanto oposição questiona demora na utilização das doações

A primeira-dama da Colômbia, Ana Lucía Pineda, virou alvo de questionamentos depois que a fundação sob sua responsabilidade arrecadou mais de US$ 17 milhões para vítimas de um terremoto, mas manteve praticamente todo o dinheiro guardado.
O valor veio de doações privadas destinadas à recuperação das regiões atingidas pelo tremor de magnitude 7,4, registrado em 10 de agosto de 2026.
O desastre deixou mais de 330 mortos e destruiu mais de 30 mil residências. Além disso, milhares de famílias ficaram sem moradia e passaram a depender de ajuda humanitária.
Entretanto, dois meses depois da tragédia, representantes da oposição e moradores começaram a questionar por que o dinheiro arrecadado ainda não havia chegado às áreas mais afetadas.
Diante das críticas, Ana Lucía Pineda apresentou um relatório financeiro e negou qualquer irregularidade.
Segundo a primeira-dama, a fundação Colombia Luz y Sonrisas conseguiu atender a primeira fase da emergência com doações de alimentos, água e outros produtos, sem precisar utilizar o dinheiro arrecadado.
Por isso, a organização decidiu reservar os recursos financeiros para uma segunda etapa, que envolve a reconstrução de escolas, hospitais e outras estruturas destruídas.
De acordo com o relatório, a fundação distribuiu mais de 5,6 mil toneladas de ajuda humanitária em diferentes regiões do país.
Além disso, a organização informou que aproximadamente 81% do dinheiro arrecadado veio de uma mesma família de empresários, com destinação específica para a reconstrução de unidades de educação e saúde em Cali.
Apesar das explicações, integrantes da oposição pediram mais detalhes sobre as contas, os doadores e o cronograma de utilização dos recursos.
A primeira-dama, que é esposa do presidente Abelardo de la Espriella, afirmou que não se apropriou de qualquer doação e defendeu a transparência da fundação.
Enquanto isso, a recuperação das regiões atingidas continua sendo um desafio para milhares de famílias que perderam suas casas durante o terremoto.
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