Criada em Goiânia, Milky Moo tem 600 lojas fora da escala 6×1 e dono aponta ganhos de produtividade

Empresário afirma que organização dos turnos pode favorecer atendimento sem necessariamente aumentar os gastos com funcionários

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
Criada em Goiânia, Milky Moo tem 600 lojas fora da escala 6×1 e dono aponta ganhos de produtividade
Lohran Soares, fundador da Milky Moo. (Foto: Divulgação)

Criada em Goiânia, a Milky Moo mantém cerca de 600 lojas fora da escala 6×1. Segundo o fundador e CEO Lohran Soares, aproximadamente 80% das 760 unidades abertas utilizam a jornada 12×36: são 12 horas de trabalho seguidas de 36 de descanso.

Em entrevista à Exame, o empresário apresentou a experiência da rede em meio às mudanças nas regras de jornada no Brasil.

“Nossa experiência demonstra que é possível buscar ganhos de produtividade por meio de uma gestão mais eficiente das jornadas”, afirmou.

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Segundo Soares, o modelo não implica, por si só, custos adicionais com pessoal. Ele aponta maior previsibilidade dos horários, menos trocas de turno e possibilidade de ajustar as equipes aos períodos de maior movimento.

O empresário ressalta, porém, que os resultados dependem do tamanho das equipes, das características de cada unidade e do cumprimento das regras trabalhistas.

A rede utiliza a 12×36 desde a primeira loja, no antigo Shopping Cidade Jardim, em Goiânia. A experiência antecede a mudança nacional e não equivale automaticamente à redução da carga horária semanal.

O que muda com o fim da 6×1

Na escala 6×1, o trabalhador tem apenas uma folga a cada seis dias de serviço. O fim desse modelo foi promulgado pelo Congresso Nacional no último dia 16, com previsão de dois dias de descanso remunerado por semana e redução da jornada sem corte salarial.

A transição será gradual. Após 60 dias, o limite semanal cairá de 44 para 42 horas, com duas folgas. Ao término de 14 meses, o teto passará a ser de 40 horas.

O texto também permite escalas diferentes mediante negociação coletiva, desde que sejam respeitadas as condições de compensação e a média de dois dias de descanso por semana.

Por isso, trabalhar menos dias e cumprir menos horas são questões diferentes. Na 12×36, os períodos de descanso são maiores, mas os plantões também são mais longos.

A adequação desse regime ao novo limite semanal dependerá das regras aplicáveis e das negociações de cada setor.

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Denilson Boaventura

Denilson Boaventura

Graduado em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Especialista em Marketing, Estratégia e Inovação Digital pelo Centro Universitário Araguaia (UniAraguaia).