Disputa entre facções do Rio de Janeiro pode ter motivado assassinato de casal em Anápolis, afirma PM
Comandante da Polícia Militar afirma que suspeitos presos relataram uma cobrança ligada ao tráfico de drogas; investigação apura as conexões do crime

Uma dívida relacionada à disputa entre facções criminosas do Rio de Janeiro é apontada pela Polícia Militar (PM) como possível motivação para o assassinato de Hiago Almeida dos Santos, de 25 anos, e da esposa, Ana Carolina Maia, de 24, em Anápolis.
A informação foi apresentada pelo coronel Fábio Costa, comandante do 3º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM), durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (19), na sede da Companhia de Policiamento Especializado (CPE).
Segundo o comandante, as informações prestadas pelos dois suspeitos presos após o crime indicam que Hiago mantinha contato com um homem que estaria escondido em uma comunidade do Rio de Janeiro e seria responsável pela contabilidade de valores ligados a ele.
“Segundo informações dos próprios presos que foram presos ontem, ele realizava a contabilidade dessa pessoa que estava lá”, afirmou o coronel.
A hipótese apresentada pela PM é de que integrantes de uma facção rival tenham recrutado os suspeitos para cobrar uma dívida e disputar espaço com o grupo ao qual o comerciante supostamente estava ligado.
A possível ligação de Hiago com a organização criminosa ainda depende de esclarecimento pela investigação.
Possível ligação entre facções
Durante a coletiva, Fábio Costa afirmou que os dois homens detidos teriam sido mobilizados para executar a cobrança em Anápolis.
Segundo ele, um dos suspeitos possuía antecedentes por ato infracional análogo a homicídio, enquanto o outro não tinha passagens policiais conhecidas.
O comandante também relacionou o caso à atuação de grupos criminosos que, segundo a avaliação da PM, recrutam pessoas em diferentes estados para realizar ataques e cobranças.
O coronel afirmou ainda que as autoridades investigam a atuação de lideranças criminosas que estariam no Rio de Janeiro e no Distrito Federal. Essas informações, entretanto, foram apresentadas como parte das linhas de apuração policial.
PM comenta morte da esposa do comerciante
“A Caroline morreu por ser esposa do Hiago, a verdade é essa”, declarou.
Fábio Costa mencionou registros policiais anteriores envolvendo o casal, incluindo uma ocorrência relacionada ao tráfico de drogas. Também afirmou que os presos relataram que a distribuidora seria utilizada como ponto de atividade criminosa.
“A informação é que a distribuidora servia de ponto. Quem falou foram os próprios presos que falaram isso”, ressaltou.
A afirmação sobre o estabelecimento corresponde ao relato atribuído aos investigados, e não a uma conclusão comprovada sobre o funcionamento do comércio.
Hiago morreu no local após receber seis tiros. Ana Carolina sofreu pelo menos três disparos, chegou a ser socorrida, mas morreu no Hospital Municipal Alfredo Abrahão.
O Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) da Polícia Civil (PC) conduz a apuração para esclarecer a motivação, as responsabilidades e a eventual participação de outras pessoas.
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