Mario Sergio Cortella, filósofo brasileiro: “Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo”
Reflexão do escritor mostra por que envelhecer não representa perder a capacidade de aprender, mudar e construir novos caminhos

A ideia de que existe uma idade certa para aprender, mudar de profissão ou começar uma nova etapa da vida é questionada por Mario Sergio Cortella.
O filósofo brasileiro resume essa reflexão em uma frase conhecida: “Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta e vai se fazendo”.
A mensagem aparece em seus textos e palestras sobre educação, desenvolvimento pessoal e a capacidade humana de transformação.
Para Cortella, objetos podem ficar desgastados com o passar dos anos. Entretanto, as pessoas não seguem essa mesma lógica.
Isso acontece porque cada experiência pode acrescentar conhecimentos, habilidades e maneiras diferentes de enxergar a vida.
Por isso, envelhecer também significa acumular oportunidades de aprendizado.
Uma pessoa que decide voltar a estudar aos 50 anos, por exemplo, não está necessariamente começando tarde. Na verdade, ela utiliza sua trajetória anterior como parte do processo de formação.
O mesmo vale para quem muda de profissão, aprende uma habilidade ou modifica hábitos depois de décadas repetindo a mesma rotina.
Além disso, a frase chama atenção para o perigo de acreditar que a personalidade e as capacidades de alguém permanecem imutáveis.
Ao longo da vida, novas experiências podem transformar opiniões, escolhas e prioridades.
Cortella também utiliza a reflexão para discutir a importância de continuar aprendendo, mesmo quando a pessoa já possui uma carreira consolidada.
Assim, a idade deixa de funcionar como uma medida de desgaste e passa a representar uma trajetória em construção.
A mensagem também serve como incentivo para quem acredita que perdeu o momento de tentar algo diferente.
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