Felca revela motivo do afastamento em novo vídeo após anúncio misterioso; assista
Influenciador fala sobre fobia social e experiências da própria vida em publicação aguardada pelos seguidores

Felca revelou o motivo de seu afastamento das redes sociais em um novo vídeo publicado na madrugada desta terça-feira (20), após gerar expectativa com um anúncio misterioso. Intitulada “fobia social”, a gravação traz relatos de bullying na escola, dificuldades para sair de casa e uso de álcool para conseguir participar de compromissos públicos.
O vídeo tem pouco mais de uma hora e começa com o influenciador apresentando um documento que identifica como seu laudo. “Eu tenho fobia social”, afirma.
“Esse é o vídeo mais sincero e mais difícil que eu já fiz. Eu não sei se eu vou postar ainda, mas, se você tá vendo, eu postei”, diz na abertura.
A publicação era aguardada desde domingo (18), quando Felca compartilhou uma imagem preta com a frase “Eu me escondi por tempo demais” e marcou uma novidade para a meia-noite de terça-feira.
Ao explicar o período longe das redes, ele conta que voltou a se isolar depois da repercussão de “adultização”, vídeo em que denunciou a exposição e a exploração de crianças na internet.
“Depois que eu postei o adultização e aconteceu tudo que aconteceu, eu me fechei”, relata. Ao receber um convite para uma palestra, percebeu que o medo de estar entre outras pessoas permanecia.
Em outro trecho, afirma que estava havia cerca de cinco meses sem sair de casa no momento da gravação. A última saída, segundo ele, havia sido para uma premiação.
Para explicar como chegou a esse ponto, Felca volta à infância. O influenciador conta que começou a sofrer bullying aos 12 anos e que as ofensas passaram a incluir agressões físicas.
Em um dos episódios, diz ter sido espancado por cinco meninos no banheiro da escola. Quando os colegas voltaram para a sala, ele permaneceu no local, sem condições de acompanhar a aula.
“Eu não tinha tempo de me recuperar de uma humilhação para surgir uma outra pior”, afirma.
Também relata uma situação em que colegas colaram adesivos nas costas dele enquanto fingiam fazer carinho. Depois, dois estudantes o carregaram pelos corredores da escola, oferecendo os adesivos a outras pessoas.
Segundo Felca, o medo e as humilhações fizeram com que passasse intervalos e aulas escondido no banheiro. Ao terminar o colégio, disse aos pais que não conseguiria enfrentar outra sala de aula para cursar uma faculdade.
As dificuldades continuaram mesmo depois de se tornar conhecido. O vídeo intercala o depoimento com bastidores de eventos e gravações, mostrando o nervosismo antes de aparecer em público.
Em uma dessas imagens, ele apresenta a frequência cardíaca elevada e explica que a reação também ocorre em situações cotidianas, como ir ao shopping ou passar pela portaria de um prédio.
“Por mais que eu consiga enfrentar, por mais que eu consiga ir para as coisas”, diz, o desconforto permanece até voltar para casa.
Felca conta ainda que passou a usar bebidas alcoólicas para conseguir sair e conversar com outras pessoas. Segundo ele, bebia antes dos compromissos e carregava um cantil com vodca.
“Quando eu percebi, eu tava dependente disso para sair”, relata.
Ao recordar a gravação de um vídeo sobre um body splash de Virginia Fonseca, afirma que bebeu para conseguir entrevistar pessoas na rua. Depois de voltar para casa, passou mal, desmaiou e sofreu uma queda.
No hospital, recebeu o diagnóstico de duas costelas quebradas. O episódio não encerrou imediatamente o consumo: ele conta que voltou a beber para participar de programas e que chegou a sentir tremores após ficar alguns dias sem álcool.
No novo vídeo, afirma que conseguiu interromper esse uso e que gravou o depoimento sóbrio.
Felca também fala sobre pensamentos suicidas que teve na adolescência e sobre as experiências que viveu desde então, as pessoas que conheceu e os vínculos que construiu. Ao longo do relato, pede que o sofrimento de crianças e adolescentes seja levado a sério.
Na parte final, anuncia o #simfel, um desafio de três meses em que pretende compartilhar experiências fora de casa e incentivar seguidores a participarem. A proposta é registrar situações sociais que costumava evitar e dividir esse processo com o público.
O influenciador também confirma a volta do programa “Sofá do Felca”, no qual recebe convidados para conversar, e anuncia que pretende dar palestras gratuitas sobre bullying em escolas.
Segundo ele, a intenção é acolher crianças que passam por situações semelhantes às que enfrentou e fazer estudantes que praticam agressões repensarem suas atitudes.
“Isso não faz toda a minha dor deixar de existir, mas faz ela ter sentido. É usando essa dor para aliviar a de outros”, afirma.
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