Força de rio abriu uma ponte de pedra sobre caverna cheia de estalactites em Goiás
Na divisa de Paraúna com Rio Verde, formação guarda gruta de cerca de 20 metros e alimenta histórias de mistério no interior goiano

Na zona rural de Paraúna, quase na divisa com Rio Verde, o rio Ponte de Pedra desaparece sob uma grande formação rochosa e atravessa uma gruta antes de voltar à superfície.
O resultado é uma espécie de ponte natural suspensa sobre a água, acompanhada por formações que o inventário turístico estadual identifica como estalactites e estalagmites.

Vista de Paraúna a partir da Serra do Cristo, um dos pontos turísticos do município goiano. (Foto: Divulgação/Prefeitura de Paraúna)
O fenômeno não surgiu de uma única vez
Em um estudo publicado na revista Sociedade & Natureza, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), situa o atrativo em rochas da Formação Adamantina e aponta processos de erosão, dissolução e movimentação de blocos.
Ao longo do tempo, a circulação da água ampliou zonas menos resistentes da rocha até formar a passagem subterrânea, enquanto parte superior permaneceu, criando a aparência de uma ponte.
O Inventário Turístico de Paraúna, revisado em 2026, informa que a chamada Ponte de Pedra II possui gruta com aproximadamente 20 metros de altura.3

Interior da Ponte de Pedra, onde o rio atravessa a formação natural esculpida ao longo do tempo. (Foto: Reprodução/Guia Turístico de Goiás)
Há escada e corrimão para facilitar a entrada, mas a água nesse trecho é turva e tem correnteza, sendo considerada imprópria para banho.
A paisagem também faz parte do imaginário que rendeu a Paraúna fama de cidade cercada por mistérios.
A própria prefeitura registra histórias contadas por moradores sobre seres estranhos que teriam visitado ou habitado a região. Além de versões populares que atribuem algumas formações a povos como incas e maias.
Entretanto não há comprovação científica dessas narrativas, que pertencem ao folclore local.
Na Ponte de Pedra, outra tradição oral afirma que Getúlio Vargas teria passado pelo local quando a formação ainda servia de rota para carroças e mercadorias.
O que saber para visitar
De acordo com um relato divulgado pelo município, fazendeiros teriam posteriormente usado dinamite para interromper o trânsito sobre a estrutura.
Quem pretende visitar precisa observar as condições atuais.
A Prefeitura informa que o atrativo fica em área privada e que há cobrança de taxa para manutenção.
O acesso indicado fica na GO-050, km 196, e o município mantém contatos de guias locais e do Centro de Atendimento ao Turista.
Embora as fontes oficiais consultadas não classifiquem o acompanhamento como obrigatório, a orientação local é buscar guia para conhecer a área com mais segurança.
Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!