Lagoa de águas claras ganhou nome de feia por motivo que pouca gente conhece
Cartão-postal de Formosa teve papel na ocupação da região no século XVIII e ainda guarda versões diferentes sobre a origem do nome

Hoje cercada por restaurantes e procurada como um dos cartões-postais de Formosa, a Lagoa Feia carrega um nome que parece contradizer a paisagem.
A explicação mais difundida pelos órgãos oficiais é que, no passado, a vegetação era tão densa ao redor da água que dificultava o acesso e deixava o ambiente escuro e pouco convidativo.
A história, contudo, tem nuances. Em uma pesquisa da Universidade de Brasília (UNB) registra também uma descrição do explorador e o cientista Luiz Cruls, segundo a qual o nome estaria relacionado às águas turvas pela vegetação que sombreava a superfície.
O mesmo estudo observa que não há consenso absoluto sobre a origem da denominação.
A lagoa está ligada à própria formação de Formosa.
Em 1736, a Coroa Portuguesa instalou na região o Registro da Lagoa Feia, posto usado para fiscalizar a circulação de pessoas, mercadorias e riquezas pelas rotas que levavam às minas de Goiás.
O núcleo de ocupação que se desenvolveu nas proximidades participaria da origem do antigo Arraial de Couros, posteriormente transformado em Formosa.
A importância também é hidrográfica. A Lagoa Feia recebe águas do córrego Josefa Gomes e de cursos menores e dá origem ao Rio Preto.
Depois de passar pela região do Distrito Federal e de Goiás, o rio alcança o Paracatu, que por sua vez deságua no São Francisco.
Atualmente, a Prefeitura informa que o atrativo funciona todos os dias.
A lagoa, porém, também enfrenta pressões ambientais: ações recentes do Ministério Público de Goiás (MPGO) questionaram ocupações irregulares e supressão de vegetação em áreas protegidas de suas margens.
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